Regional

Centro Administrativo pode ir a leilão

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Barra Bonita - A Prefeitura de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) quer vender o Centro Administrativo (CA) por entender que não compensa investir na reforma do prédio.

Se a venda for concretizada, a administração municipal terá que bancar uma complexa reestruturação de pessoal, setores da prefeitura e de órgãos estaduais, federais e da Justiça instalados no CA.

Atualmente o imóvel abriga os departamentos de Turismo, Saúde, Cultura, Habitação e Desenvolvimento Econômico. Ainda dependem do espaço o Cartório Eleitoral, Conselho Tutelar, Ministério do Trabalho e o Banco do Povo.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, caso o prédio seja vendido, não haverá despesas com a locação de imóveis. O plano é deslocar departamentos e órgãos a locais em que já funcionam outros departamentos, evitando assim a necessidade de alugar novos imóveis. De acordo com o assessoria, o único órgão que seria transferido para uma área maior é o Cartório Eleitoral.

Hoje, os vereadores se reúnem para iniciar as discussões sobre a venda e, na sessão de segunda-feira, um projeto de lei já encaminhado pelo Executivo pode ir à votação. A proposta que será debatida e votada pelo Legislativo de Barra Bonita prevê modificar a categoria do prédio onde atualmente funciona de “bem de uso comum do povo” para a categoria de “bem dominical”. Se aprovado, o projeto vai permitir que o local seja vendido em leilão pela prefeitura.

Gigante turístico

O prédio do CA tem cerca de 2 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 3 mil metros quadrados. Está localizado entre a avenida Rosa Zanella Petri e as ruas Winifrida e Írio Collor Bombonatti, na região central da cidade.

A venda do prédio, onde já funcionou o Hotel Turístico, vem sendo planejada pela atual administração desde o início do ano. O Executivo alega que, como o prédio é muito antigo, necessita de reformas. Os reparos custariam cerca de R$ 900 mil, valor considerado muito alto para a manutenção do imóvel. Dessa forma, a prefeitura acredita que o CA teria perdido sua função original de poupar recursos do poder público.

O imóvel está avaliado atualmente em R$ 1,1 milhão, pouco mais do que o Executivo gastaria com as reformas. Outro benefício que a administração atribui à venda do CA diz respeito ao parágrafo único do artigo 3º da Lei Orgânica Municipal. O texto diz que o valor arrecadado com a venda do prédio deverá ser utilizado na implantação de infra-estrutura do Parque Industrial São Domingos, reivindicação antiga dos empresários instalados no local. Parte do valor também deve ser utilizada na reurbanização da orla turística de Barra Bonita.

Acreditando na vocação e no potencial turístico da cidade, o prefeito Mário Donizete Floriano Teixeira (PT), o Padre Mário, acredita que a venda do CA pode ser uma alternativa para estimular o setor, já que o futuro comprador deverá utilizar o lugar exclusivamente para atividades turísticas. Caso o projeto seja aprovado, a venda do imóvel ocorrerá na modalidade de leilão, conforme adiantou a assessoria de imprensa da prefeitura.

Seguindo sua política de incentivar o turismo no município, o prefeito construiu e inaugurou neste ano o Pavilhão de Exposições e está remodelando a Praça Waldemar Lopes Ferraz, popularmente conhecida como Praça do Teleférico. Um convênio também teria sido assinado com o governo do Estado para a construção de uma nova rodoviária.

Além disso, segundo o prefeito, existe proposta para ampliação da orla turística. O projeto já foi encaminhado para o Ministério do Turismo e a administração aguarda a liberação da ordem de serviço. “É um esforço a mais para desenvolver o turismo da cidade. A prefeitura é apenas um componente nesse processo de desenvolvimento turístico, e estamos fazendo a nossa parte”, comenta o prefeito.

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