Tribuna do Leitor

Lamento de um porco


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Encerra-se mais um ano de futebol em nosso País. E mais uma vez fica a decepção para a torcida palmeirense em relação a esse time medíocre que quase caiu para a 2.ª divisão pela segunda vez.

Concordo quando dizem que o time que entrou em campo esse ano é o reflexo dessa diretoria incompetente e cega de enxergar um futuro melhor para o glorioso e outrora imponente Alviverde do Parque. Uma diretoria que tem o medroso Afonso Della Monica como presidente, um vice como o José Cirillo, um falastrão e incompetente Salvador Hugo Palaia e um gerente como o Ilton José da Costa não podia esperar outra coisa a não ser essa tragédia que aconteceu em 2006.

Muita troca de técnico, jogadores em fim de carreira, contratação errada (foram 8 ou 9 só nesse ano), desmotivação e falta de sintonia na administração. É a imagem que ficou dessa diretoria.

Quando o Palmeiras tinha a parceria com a Parmalat, não era só o dinheiro que trazia títulos, era também a administração do competente José Carlos Brunoro a frente da equipe. Ele tinha a visão que hoje tem a diretoria do São Paulo FC. Na minha opinião, o São Paulo é um time comum, não tem super craques, tem sim um grupo de profissionais responsáveis em suas funções e verdadeiros operários da bola. Uma diretoria que administra o clube como se administra uma grande empresa. E todos com um objetivo comum: conquistar títulos e ganhar dinheiro. Mas o exemplo disso e melhor atleta em atividade hoje no Brasil é o Rogério Ceni.

O lateral Ilsinho (que o Palmeiras deu de bandeja para o São Paulo) disse que nas equipes menores do Palmeiras tem jogadores até melhores que ele. Só a diretoria não enxerga isso. Será que esses aventureiros que estão no comando do Palmeiras, já viram a letra ou cantaram alguma vez o nosso sagrado hino? Hino que diz que o Palmeiras, no ardor da partida, sabe sempre levar de vencida e mostrar que de fato é campeão. Defesa que ninguém passa, linha atacante de raça. Nada a ver com esse Tabajara FC de hoje. A defesa tem mais buraco que a minha cidade. E dizem que o reforço para o ano que vem é o Serginho (preguiça) da propaganda da Globo.

Mas não tem problema, eu continuo fiel ao meu Palmeiras, seja na alegria ou na tristeza. O corintiano diz que é fiel. Fiel sou eu que nasci periquito e vou morrer porco, quer maior exemplo de fidelidade que isso? O torcedor palmeirense é verde, e o verde é esperança. O verde enverga mas não quebra. São 93 anos da minha querida Sociedade Esportiva Palmeiras (1914 x 2007).

Um abraço à nação alviverde.

João Batista dos Santos - RG 12.632.072

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