Internacional

Soldados israelenses seqüestrados em julho podem estar mortos

Folhapress
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Jerusalém - Os dois soldados israelenses seqüestrados pela milícia xiita Hizbollah em 12 de julho último estavam gravemente feridos e é possível que não tenham sobrevivido aos ferimentos. A informação, que permaneceu por cinco meses sob a censura de Israel, foi liberada ontem.

O seqüestro de Eldad Regev e Ehud Goldwasser desencadeou 34 dias de confrontos entre o Hizbollah e forças de Israel, no Sul do Líbano, no qual morreram centenas de pessoas. Israel perdeu 159, das quais 39 militares. As vítimas foram sobretudo atingidas pelos cerca de 4.000 foguetes que o grupo islâmico disparou contra objetivos militares e civis.

O governo libanês não tem uma estimativa precisa sobre os civis mortos pelos bombardeios israelenses. O seqüestro se deu quando um comando do Hizbollah atravessou a fronteira e penetrou em território israelense. Na batalha então travada morreram três soldados de Israel.

O grupo radical xiita, segundo os israelenses, não forneceu indicações de que os soldados seqüestrados permaneciam vivos.

Fortalecido por ter resistido a Israel e pelo apoio sírio e iraniano, o Hizbollah desencadeou a atual crise política no Líbano, ao retirar cinco ministros a ele ligados, com o propósito de forçar a destituição do governo do premiê Fuad Siniora e montar um gabinete favorável ao regime da Síria. Siniora exortou ontem seus adversários - xiitas e cristãos dissidentes, do general Michel Aoun - a voltarem à mesa de negociações para participarem da reconstrução do país. Os cristãos maronitas, que ao lado dos drusos e muçulmanos sunitas apóiam o atual governo, depois de uma reunião de seus bispos lançaram um apelo para que o Parlamento encontre uma saída para o impasse.

Os maronitas propõem a criação “de um governo de reconciliação que assegure a ampla participação nacional’’. Lideranças maronitas disseram que o apelo não significa uma retirada do apoio a Siniora. Milhares de partidários do Hizbollah estão acampados em Beirute nas proximidades da sede do governo. Eles afirmam que só levantarão acampamento se o premiê for afastado. Ontem promoveram manifestações pelo sexto dia consecutivo.

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