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HE oferece curso a médicos sobre problemas de deglutição


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O Hospital Estadual (HE) promove amanhã um curso sobre alterações na deglutição. Atualmente, a entidade mantém um programa de assistência a 20 crianças que sofrem de paralisia cerebral e disfagia, problema que compromete o processo de deglutição dos alimentos, diagnosticado através do exame disponível no hospital. Fonoaudiólogos, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos são esperados no curso.

O foco principal do evento é a disfagia orofaríngea, uma dificuldade de engolir que compromete o caminho dos alimentos da boca até o estômago e pode ser causado por doenças neurológicas, câncer ou traumatismos. O distúrbio gera problemas nos sistemas respiratório, como seguidas pneumonias e desnutrição, que podem levar à morte.

O evento tem apoio da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e reúne especialistas de diversas áreas. O HE, administrado pela Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, é um dos únicos centros especializados do Estado, onde o paciente neurológico recebe atenção multiprofissional.

No HE, um grupo formado por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogas, assistentes sociais e psicólogas é responsável pelo atendimento especializado a crianças com paralisia cerebral que tiveram de se submeter a uma cirurgia para a colocação de uma sonda no abdome que vai diretamente ao estômago, possibilitando sua alimentação.

Atualmente, cerca de 20 crianças são atendidas integralmente por este grupo multiprofissional. “A gastrostomia exige um acompanhamento constante e é isso que estamos fazendo no hospital. A alimentação por sonda gástrica requer cuidados especiais dos familiares, mas é muito mais segura e eficiente para o paciente”, explica a cirurgiã pediátrica Marylise Lopes.

Exame

O HE também oferece um tipo raro de exame, a videofluoroscopia, que mostra em detalhes todo o caminho percorrido pelo alimento durante a alimentação, da boca até o estômago. No HE o procedimento é realizado há dois anos por uma equipe especializada. Esta tecnologia permite o registro da imagem como o de uma espécie de radiografia, porém, em movimento.

O paciente é alimentado com uma mistura especial para fácil identificação do trânsito alimentar e por meio dele é possível observar os desvios ou onde o alimento pára. Como as imagens são gravadas, os especialistas têm condições de observar os movimentos de deglutição do paciente.

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