Nacional

Deputados criticam absolvição de Janene

Da Redação com Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A absolvição do deputado José Janene (PP-PR) pelo plenário da Câmara dos Deputados na noite de anteontem despertou em diversos parlamentares o sentimento de frustração com a atuação do Congresso Nacional na atual legislatura - que absolveu a maioria dos acusados de envolvimento com o “mensalão”.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) disse que a absolvição de Janene mostra que a Câmara “fechou o ano com a chave enferrujada da omissão e da conivência”. Para Alencar, o esvaziamento do plenário - que resultou na absolvição de Janene - mostra que a atitude de muitos parlamentares feriu os princípios da boa prática política. “De novo, a Câmara jogou no escuro do voto secreto as denúncias de corrupção”, criticou.

Acusado de ser o operador do “mensalão” na liderança do PP, Janene se livrou da cassação por falta de votos em favor de sua condenação. Janene não estava presente. Foi representando pelo advogado Manoel Leal. Compareceram à sessão 366 deputados: 210 votaram pela cassação e 128 pela absolvição. Para que ele perdesse o mandato por quebra de decoro, seriam necessários 257 votos.

O deputado atribuiu sua absolvição na Câmara à eficiência de seus advogados. “Não pude exercer minha defesa (em razão de complicações de saúde), mas a tese defendida pelos advogados foi convincente”, disse.

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse que a decisão dos parlamentares de salvar mais um “mensaleiro” é apenas o fim de um ano melancólico. “Isso mostrou que é a pior Câmara da nossa história. Estou torcendo para (a legislatura) acabar logo”, afirmou.

O líder da minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), também compartilha da mesma frustração em relação aos trabalhos dos deputados nos últimos anos. “É um fim que combina com os quatro anos da legislatura da era Lula”, criticou.

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