Internacional

Presidente eleito sinaliza postura amena do Equador para Petrobras

Folhapress
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Quito - O presidente eleito do Equador, Rafael Correa, sinalizou ontem que deve adotar uma postura mais amena em relação às refinarias de petróleo do Brasil instaladas no país que o presidente da Bolívia, Evo Morales.

Depois de reunir-se ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, Correa disse que a Petrobras pode ser útil ao Equador nos próximos anos. “A Petrobras pode contribuir muito, sobretudo por causa da grande capacidade de refino, que faz tanta falta para um país como o Equador”, afirmou.

Correa, que foi eleito no final de novembro, chegou a afirmar durante a campanha eleitoral que poderia rever contratos de empresas estrangeiras de petróleo que atuam no Equador - assim como fez o governo boliviano. Morales chegou a ameaçar a intervenção de militares nas refinarias caso as empresas estrangeiras, como a Petrobras, não se adequassem às regras do decreto de nacionalização do gás boliviano.

O presidente do Equador disse que o país desenvolveu projetos para a construção de refinarias com investimentos que chegam a US$ 3 bilhões. O objetivo do governo equatoriano é garantir a exploração de um campo de petróleo com reserva de 900 milhões de barris de óleo.

“A Petrobras está interessada nesse campo, não podemos cair no absurdo atual, exportamos óleo cru para importar derivados. Temos que construir a refinaria para processar esse óleo”, disse.

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