Tribuna do Leitor

Pit bull baleado


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Li matéria no JC (7/12) que policial matou cão, por pressupor que ele viesse a atacar. Na justiça, via de regra, tal argumento não é aceito. Chamou-me a atenção sua “afoiteza”. Claro que a fama da raça não é boa, mas determinados párias de nossa sociedade são muito mais letais, e no entanto a polícia não sai por aí, atirando a esmo.

Errou o dono do animal morto, deixando-o escapar, mas a dona do poodle estava com o portão aberto, o que significa também omissão de cautela, visto que a saída estava franqueada ao seu animal. Provavelmente uma parcela da população aplauda a atitude do “valente” policial, mas não deve nunca se esquecer que o mesmo desequilíbrio que impulsionou seu tiro contra um cão - que ele achou que ia atacar - é o mesmo que leva alguns a matar pessoas de bem, que na hora eles entenderam estar em atitude “suspeita”.

Parece que em 2006 foi eleito como inimigo número 1 pela Polícia Militar cães e cavalos. Oremos para que em 2007 o foco seja nos marginais, atendendo a chamados pelo 190 e não orientando apenas para ir à delegacia elaborar B.O. O que espero de nossos policiais como cidadã é que sejam honestos, bem treinados e principalmente equilibrados.

Maria Dolores Barbosa Gómez - RG 568840-8

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