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Paciência

Rodrigo Ferrari
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A arquiteta Maria Helena Rigitano, coordenadora do Plano Diretor (PD) de Bauru, lamenta que alguns líderes comunitários tenham tido dificuldades para compreender os termos empregados durante as reuniões de discussão.

“É uma pena que tenham ocorrido essas falhas de comunicação. Se nem todos conseguiram entender aquilo que estava sendo falado, foi também um erro nosso. Deveríamos ter adequado nossa fala ao vocabulário daquelas pessoas”, explica.

Segundo ela, tudo foi organizado de modo a facilitar a acesso da população aos encontros. “Tentamos realizar reuniões em locais acessíveis aos moradores dos bairros. Também fizemos ampla divulgação, usando cartazes, TV, jornais”, garante. De acordo com a arquiteta, as discussões do PD não foram feitas em torno de idéias já prontas. “Durante as reuniões, havia um momento de dinâmica de grupo, quando os participantes podiam fazer sugestões”, afirma. Ela garante que o plano é resultado da colaboração de toda a população de Bauru.

O PD ainda precisa ser aprovado pela Câmara Municipal, mas Rigitano está confiante quanto ao futuro do projeto. “Estamos ainda na fase de reuniões de esclarecimento, mas, por enquanto, os vereadores não deram indícios de que pretendem fazer grandes modificações”, acredita.

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