Guardanapo
“Nos dias atuais, o guardanapo tornou-se um componente obrigatório em todas as mesas. Surgiu na Idade Média para suprir um hábito considerado bastante estranho e inusitado para nós nos dias de hoje. Antes do guardanapo, cachorros e coelhos eram usados na limpeza das mãos dos comensais. É por isso que todas as cenas medievais dos primeiros anos da Renascença mostram cães em volta das mesas de banquetes.
“Nas festas medievais do século 13, a regra era comer com as mãos. Ao passar do tempo, a civilização foi evoluindo e as pessoas passaram a comer deitadas, usando as mãos ou raramente a colher para levar o alimento à boca. Os modos mais civilizados começaram a surgir no reinado de Henrique III, que criou o garfo.
“As mesas italianas, por exemplo, eram ornamentadas por fidalgas de alto escalão, com diferentes maneiras de dobrar o guardanapo e também os clérigos ajudavam na decoração das mesas.
“Não existe informação precisa sobre as origens do guardanapo, mas o Codice Romanov, livro de anotações culinárias atribuído a Leonardo Da Vinci, traz uma indicação de que esta peça pode ter sido mais uma de suas criações geniais.
“Através dos séculos, o guardanapo foi se tornando um item indispensável nas guarnições. Seu uso foi finalmente democratizado com o lançamento do guardanapo descartável, na década de 70, pois, com as mulheres abrindo mão de tarefas domésticas para trabalhar fora de casa, toda inovação que trouxesse facilidade na sua vida foi rapidamente incorporada no cotidiano das famílias.
“Atualmente, graças à tecnologia e à criatividade, as mesas podem ser ornamentadas também com sofisticação e beleza” (Texto retirado de uma empresa fabricante de guardanapos).
Realmente, o uso do guardanapo tornou-se obrigatório nas mesas, não somente para limpar a boca e as mãos durante a refeição, mas também como elemento decorativo. Deve combinar com a toalha de mesa e ficar no colo da pessoa, dobrado pelo meio. Não deve ser colocado como babador nem colocado aberto no colo. A primeira coisa a fazer ao sentar-se à mesa é colocá-lo no colo.
Para levá-lo à boca pode-se utilizar uma mão ou, se preferir, as duas mãos, mas nunca deixá-lo esticado. O correto é deixá-lo dobrado.
Não há necessidade de limpar a boca toda. Limpe somente o necessário, com delicadeza, dando ligeiros toques no local. As mulheres, usando batom, devem ser mais cuidadosas ainda, para que não deixem os guardanapos muito manchados.
Após o uso e terminada a refeição, deve ser colocado, sem dobrá-lo, de volta à mesa, ao lado esquerdo de quem o usou.
O guardanapo de papel não vai ao colo. Fica na mesa, ao lado esquerdo do prato. Após a refeição, deixe-o no mesmo lugar que o encontrou, dobrado. Não coloque o guardanapo de papel usado dentro do prato.
O ideal é usar o guardanapo de papel somente nos aperitivos e nas reuniões informais e descontraídas. O de pano, preferencialmente, durante as refeições. Para facilitar o trabalho do dia-a-dia, pode-se usar os de papel nas refeições. Prefira, porém, os de melhor qualidade. Os descartáveis personalizados são muito elegantes. Podem trazer as iniciais ou o prenome dos anfitriões impressos.
O uso de colocar um de papel menorzinho, de cor vermelha, dentro do guardanapo de pano, para retirar o excesso de batom das mulheres, não é um procedimento correto para eventos formais. Prefira sempre usar somente o de pano.
Para enfeitar e também identificar os guardanapos das pessoas da casa, existem muitas peças: argolas, porta-guardanapos (semelhantes a um envelope) e outras, que podem ser usadas. Atualmente estão na moda os enfeites com pedras, feitos com fios de silicone, como se fossem pulseiras.
Como podem perceber, depende da criatividade de cada um deixar a mesa mais bonita para a hora sagrada da refeição.
Ao guardanapo também são atribuídas outras funções: marcar o número do telefone ou endereço de alguém; papel para anotar letras de músicas ou poesias; pedir, nos bares e restaurantes, para os músicos executarem determinadas músicas e até a de cupido.
“Muitas pessoas não sabem que um simples guardanapo já serviu de cupido para a união de duas almas. Entre uma mesa e outra, um olhar, um sorriso, um garçom, uma bandeja de prata e um guardanapo levando os mais lindos galanteios para o início de uma união feliz” (João Hermilano Pessoa).
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Minha filha estava jantando em uma festa de 15 anos, sentiu vontade de ir ao banheiro e ficou com vergonha de levantar. Eu lhe disse que poderia ter ido ao banheiro. O que fazer nesta hora? (Célia)
Resposta: Agir de maneira natural sempre é a melhor maneira. Ao sentir necessidade de ir ao banheiro, peça licença para as pessoas ao lado e, discretamente, levante-se.
Volte o mais rápido possível e não se preocupe em dar explicações.
A atitude de sua filha de se envergonhar ao se dirigir ao banheiro durante um jantar (fora de casa) é própria de adolescentes.
Com o tempo ela entenderá que não há razão para se envergonhar com tal atitude.
Irei me casar em janeiro e gostaria de fazer alguma coisa somente para familiares. Será que arroz, maionese, salada e churrasco ficará muito deselegante? (Marta)
Resposta: Ser deselegante é não ter postura correta diante das pessoas. Qualquer coisa que você ofereça a seus familiares será muito bem recebida, tenha certeza.
O ingrediente mais importante da festa é a sua felicidade. Sugiro a troca do churrasco por um belo pernil assado com três tipos de purê: mandioquinha, cenoura e batata.
Além de ajudar na decoração do prato, são opções para os convidados. Capriche nos temperos e na organização da festa. Providencie muita água. Sorria muito. Felicidades.
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* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania”
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