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Condomínios são ‘vocação’ em Bauru

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Grande parte do setor imobiliário esteve presente ontem em Bauru para uma reunião e workshop da Associação Brasileira de Mercado Imobiliário (ABMI). Como em todas cidades que eles se encontram, em Bauru levantaram as principais vocações imobiliárias do município.

Para o presidente da ABMI, Ronald Schneder, Bauru é uma cidade com características que estimulam o crescimento do mercado de condomínios horizontais. “São construções que proporcionam uma boa qualidade de vida para os moradores. Bauru tem o mesmo perfil de outras grandes cidades do Interior do Estado que são muito progressistas”, avaliou. Ele ressaltou que a verticalização também tem crescido na cidade. “O cliente também precisa de prédios. Há uma interação perfeita entre os dois tipos de construções em Bauru”, completa.

A opinião do empresário Eduardo Cury, dono de imobiliária, é praticamente a mesma de Schneder, de que Bauru tem vocação tanto para o crescimento de loteamentos horizontais quanto para os verticais.

“Hoje, as empresas construtoras estão pegando áreas e transformando em grandes bairros planejados. Também existe o cliente para o vertical, com prédios adequados. O mercado assimila isso adequadamente, de acordo com a demanda da cidade”, explica.

Mas ele preocupa-se com a dificuldade que o setor imobiliário pode enfrentar caso o Planto Diretor seja aprovado tal como foi elaborado.

Ele refere-se a um dos pontos que já rendeu discussões no Plano Diretor: a parte do texto que trata das regras de ocupação imobiliária urbana, seja com restrições de instalações em determinadas áreas, com a instituição de imposto progressivo (IPTU) ou criação de valor de outorga onerosa para quem deseja construir em índice superior a uma vez e meia o tamanho da propriedade.

Nesses casos, o projeto prevê cobranças adicionais para a autorização, de acordo com o projeto e a região. “Temos gente do Brasil inteiro aqui. Eles ficaram assustados ao saber que Bauru não pode mais fazer loteamento fechado. Acharam isso um absurdo e uma arbitrariedade que vai contra essa expansão do mercado imobiliário”, avalia.

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