Poesias? Crônicas? Livros? Notícias? Reflexões? Papos filosóficos? Discussões gerais? A principal interrogação: por que escrever numa terra onde as pessoas não lêem?
A pergunta, gritante, revela o abismo existente entre o Brasil e os países desenvolvidos.
No ranking mundial de leitura, segundo a Unesco, no País a média é de 1,8 livros lidos por pessoa/ano, enquanto na França está essa média é de 7 livros per capita/ano. Uma grande diferença.
Mais do que fonte de conhecimento, a leitura auxilia na criatividade. Abre novas visões do mundo e coloca a pessoa em debate. Emociona, direciona e faz refletir. Torna o leitor mais humano e mais antenado com as pequenas coisas da vida.
Mas infelizmente o Brasil ainda não se despertou para o mundo das letras. O botão da rosa chamada conhecimento não desabrocha, pois suas raízes não possuem o adubo necessário. A flor, cujo perfume tudo ilumina, está anêmica, raquítica, cabisbaixa. Ela só se tornará radiante quando uma mudança ocorrer e essa só virá por meio da maior de todas as revoluções: a educação.
Educação que hoje está escrita num conto de fadas, esquecido numa prateleira chamada descaso. Empoeirada, defasada, uma velha educação predomina. A ordem dessa antiquada forma de ensino é decorar e não perguntar e, portanto, as questões que surgem espontaneamente na cabeça dos alunos devem ser enterradas. Questionar não é preciso...
Mas se a leitura fosse estimulada, haveria uma explosão de questionamentos, que abalariam as estruturas sociais vigentes. Porém, o silêncio é mais vantajoso. Como diria Monteiro Lobato, “um país se faz com homens e livros”. Infeliz do nosso País...
Juliano Schiavo Sussi, estudante de jornalismo - SP