A falta de infra-estrutura e de conservação dos parques de Bauru impede que esses locais sejam utilizados pelos moradores com mais freqüência. Exceto o Bosque da Comunidade, apenas o Parque Vitória Régia e o Parque do Geisel oferecem algum atrativo.
Apesar do trânsito intenso nas ruas laterais, o Parque Vitória Régia é constantemente visitado por pessoas de todas as idades. Jovens, adultos e idosos são vistos com freqüência caminhando pelo local. Crianças com suas bicicletas e outros brinquedos também estão sempre lá.
O parque infantil é uma atração à parte para essas crianças, mas nem sempre está em boas condições de uso. De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Carlos Alexandre Barbieri, desde que assumiu a pasta, há quase dois anos, os brinquedos do parque infantil tiveram de ser consertados nove vezes.
Já o Bosque do Geisel, que ocupa a metade de um quarteirão, não tem pista própria para caminhadas, mas é bastante freqüentado nos fins de semana por jovens e crianças. A quadra poliesportiva é palco para competições das mais diversas, enquanto o parque infantil é sempre uma atração para as crianças.
Vizinhos do bosque, Jonata Ezequiel Miranda, 11 anos, e Giovani Lopes, 10 anos, estão sempre no parque. Não existem muitos brinquedos no local, mas eles se divertem com o pouco que tem. Eles contam que de fim de semana o bosque fica lotado.
O oficial administrativo Nereu Oliveira, 55 anos, diz que até junho havia um funcionário da prefeitura que mantinha o local sempre limpo. Depois de ter entrado em férias em julho, o servidor não foi mais visto no bosque. Como conseqüência, o local ganhou um aspecto de algo abandonado, com folhas secas e galhos por todo lado.
No Bosque do Bauru 16 a precariedade é ainda maior. O único brinquedo que existe no local é um balanço feito com pneus velhos de apenas três lugares. De resto, existe um campo para vôlei de areia, sem as redes, e um campo de terra que os moradores usam para jogar futebol.
Djonn Lucas, 3 anos, é freqüentador assíduo do bosque. Ele se diverte brincando em um banco de areia ou mesmo na terra do campo de futebol. Sempre à sombra dos eucaliptos.
O microempresário Elias Martins, 45 anos, conta que o campo já foi utilizado até por uma escolinha de futebol do bairro, mas o projeto foi desativado. À noite, o local oferece risco à população por causa da falta de segurança, mas a situação teria melhorado com o patrulhamento freqüente da Polícia Militar.
Por sua vez, o Bosque da Bela Vista é o que menos tem apelo junto à comunidade, até pelas suas características naturais. É um local com muitas árvores e de terreno estreito e inclinado, que oferece risco de quedas graves. Por entre as árvores passa um riacho. Em um determinado ponto, a profundidade desse riacho atinge alguns metros e algumas pessoas aproveitam para mergulhar, apesar da água visivelmente poluída.