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Crise aérea leva passageiros a preferir o transporte rodoviário

Folhapress
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Ribeirão Preto - Passageiros da região de Ribeirão Preto, acostumados ou não com o tráfego aéreo, criticam os constantes atrasos na aviação civil brasileira.

Prejudicado com a crise, o empresário Dorival Balbino, diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), sofreu um atraso de duas horas no trajeto São Paulo-Ribeirão Preto e ainda foi obrigado a fazer um “passeio” por São José do Rio Preto. “Não dá para marcar horário com ninguém. Essa crise mostrou um dos gargalos do País, que estava escondido. Hoje, ir de ônibus ou carro é muito melhor.”

O também empresário André Ali Mere tem enfrentado problemas semelhantes. “Imagine um estrangeiro que vê tudo isso. É um desastre, todo o País fica prejudicado, porque as pessoas estão deixando de fazer negócios, além da queda no turismo”, afirmou.

No terminal rodoviário de Ribeirão, passageiros afirmaram que é melhor viajar atualmente de ônibus ou carro, por conta dos atrasos. “Os ônibus são mais confortáveis que a classe econômica do avião. Os preços para a aviação estão atraentes, mas esses atrasos prejudicam. Eu gostaria de ter condições de viajar mais de avião mas, mesmo que tivesse, hoje preferiria ir de ônibus”, afirmou o professor universitário José Cícero Gomes de Oliveira, 47 anos.

Já a publicitária Ana Carolina Martins, 28 anos, disse que nunca viajou de avião e que, apesar da vontade, teria medo de fazer isso no atual momento. “Como eu não conheço nada, tenho medo de ficar presa em aeroporto, sem ter para onde ir.”

Uma viagem de Ribeirão a São Paulo leva quatro horas de ônibus (até o terminal Tietê). De automóvel, é possível fazer o trecho em pouco mais de três horas. De avião, sem atrasos, a viagem demora 50 minutos.

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