Há tempos sou testemunha da atitude antipatriótica da maioria dos políticos em todas as esferas de poder. É preciso extirpar do cenário político gente que age dessa maneira. Voto é coisa séria.
Há muitos anos atrás, na época do avião a lenha, o voto era sufragado através de cédulas, tipo “santinhos”. A “boca de urna” era liberada e feita inclusive na fila de votação, onde era feita a troca, talvez com uma certa compensação.
Mais recentemente, foi instituída a cédula única como forma de moralizar a votação. Ledo engano.
Em uma eleição para prefeito e vereadores, um esquema especial foi montado. Em um dos colégios eleitorais, um trailer de lanches “comprava” os votos. O sistema funcionava da seguinte maneira: o primeiro a votar colocava na urna uma cédula fajuta, que era uma cópia da original, distribuída pelos partidos ou até mesmo estampada nos jornais. Trazia para o trailer uma oficial “em branco”. Essa era preenchida e o 2.º a colocava na urna trazendo outra oficial “em branco”. Daí por diante era só receber, preencher e estava formada a “corrente”.
Contado por Cirso Mendes Silveira