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Mãe tenta evitar novo seqüestro do seu filho

Folhapress
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São Paulo - Eliene Brandão de Souza, 34 anos, mãe do bebê seqüestrado Gabriel de Souza Silva, de 23 dias, não conseguiu obter a liberação da criança do Hospital de Mandaqui (Santana, zona norte) na tarde de ontem.

Ele já havia tentado reaver o filho na noite de anteontem. Para conseguir pegar Gabriel, Eliene precisa apresentar o Declaração de Nascidos Vivos (DNV), documento que está registrado no Hospital Geral de Taipas, onde deu à luz o menino, que está internado desde a sexta-feira à noite e deve ser liberado hoje por volta das 9h.

Como a falsa assistente social Francisca Rosângela da Silva, 25 anos, levou, além do bebê, a bolsa da mãe, a primeira via do DNV de Gabriel foi perdido, posto que Francisca alega “não se lembrar” de onde a bolsa foi deixada. Eliene tentou pedir a emissão da segunda via do documento na noite de anteontem e na tarde de ontem, mas, aos fins de semana, a sala da administração é fechada, impedindo o acesso aos arquivos.

A cópia será entregue à mãe hoje. “Logo que eu tiver esse papel em mãos, nada vai impedir que eu leve meu filho para casa”, disse, aliviada. “Uma mulher que alegava ser mãe do bebê deu entrada no hospital e ela estava mentindo, como foi comprovado pela polícia. Para que o bebê não caia em mãos erradas novamente, precisamos de documentos que provem que Eliene é a progenitora. Acreditamos que ela seja a mãe, mas temos que seguir as regras de segurança”, disse a doutora Maria Tereza Torgi, diretora da área infantil do Mandaqui.

O menino, que passa bem, foi internado na noite de sexta-feira junto com a falsa mãe, Francisca, que deu entrada no hospital com as roupas manchadas de tinta vermelha e dizia que tinha acabado de dar à luz em uma lotação, queria registrá-lo com o nome de Gustavo. Os médicos a internaram para providenciar o DNV, mas não acreditaram na história da seqüestradora, já que ela não apresentava indícios de gravidez, como lactação e útero dilatado, e o bebê já estava com o umbigo cicatrizado.

Desconfiados, viram o retrato falado da mulher no jornal e chamaram a polícia. Eliene é a única pessoa que tem acesso ao quarto, mas não pode amamentar Gabriel, já que ela ainda não provou que é sua mãe. “Eu estou feliz, mas não completamente. Quero meu filho comigo, quero amamentar, mas entendo o esquema de segurança que montaram em cima dele”, falou a mãe. A criança não havia sido registrada porque Eliene queria perguntar ao pai do bebê, que está preso, se ele gostaria que o filho tivesse seu sobrenome.

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