A última sessão ordinária do ano foi marcada pelas articulações políticas dos possíveis candidatos a presidente da Câmara Municipal. O único candidato declarado, Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), e seus prováveis adversários João Parreira (PSDB) e Paulo Madureira (PP), se desdobraram em tentar convencer os colegas a abraçarem suas candidaturas.
No entanto, o cenário para a eleição, marcada para sexta-feira, às 13h, pode ter desdobramentos diferentes do que se imagina. Conforme o JC apurou, o PSDB, partiudo que tem a maior bancada, está dividido em duas alas. Toninho Garmes estaria apoiando a candidatura de Parreira, enquanto do outro lado, Marcelo Borges e Benedito da Silva se unem a Paulo Madureira.
O JC apurou também que a base aliada do prefeito Tuga Angerami (sem partido), formada por Futaro Sato, Antônio Faria Neto e Salvador Afonso, todos do PDT, além de Rodrigo Agostinho (PMDB) e Majô Jandreice (PC do B), ainda não se decidiu e pode pender para o lado de Paulo Eduardo Martins, ou bancar candidatura própria, com grandes chances de Majô ser a candidata.
Desta forma, há três grupos distintos na eleição da Câmara. Paulo Madureira teria conseguido aglutinar para si os votos dos vereadores considerados de oposição, cujo grupo é composto, além dele próprio e dos tucanos Borges e Silva, pelos vereadores José Carlos Batata (PT), Luiz Carlos Barbosa (PTB) e Arildo Lima Júnior (PP). Parreira teria consigo Garmes e Primo Mangialardo (PV), enquanto Paulo Martins briga para não ficar isolado e atrair os três parlamentares do PDT, além de Majô e Agostinho.
Ao que tudo indica, este último grupo pode ser o fiel da balança na eleição, podendo decidir a sorte dos que pretendem assumir o cargo que é ocupado atualmente por Toninho Garmes. Ontem, após a sessão, os cinco vereadores se reuniram, na tentativa de chegar a um consenso sobre qual caminho deverão seguir. As informações colhidas pela reportagem dão conta de que nada foi acertado, e deve haver mais conversas no decorrer da semana.