O inquérito aberto pela Polícia Civil no final do mês passado para investigar a morte de Kauany Eduarda, aos 3 meses, está buscando esclarecer se o acidente que teria causado o traumatismo craniano na criança realmente aconteceu.
Em depoimento à Polícia Civil e no Boletim de Ocorrência (BO) registrado pela Polícia Militar, o pai do bebê, o mecânico Rodrigo Santos Filho, contou que na noite do dia 20 de outubro ele transitava na rua Pitangueiras, no Núcleo Geisel, por volta das 22h. Sua companheira, Viviane Pioto de Matos, estaria com a filha do casal, no banco de trás do Fiat Tipo da família. No BO registrado no 4.º Distrito Policial (DP), consta que um Passat branco entrou na frente do Tipo, causando o acidente. O motorista teria fugido depois da batida. Com o impacto, o bebê teria caído no chão do automóvel e sofrido traumatismo craniano.
Mas até ontem, todas as testemunhas ouvidas pelo delegado responsável pelo caso, Dinair José da Silva, negaram que o acidente tenha acontecido. “Até agora, só temos a palavra do pai da criança que diz que o acidente aconteceu. Ninguém sabe da existência do Passat branco que teria batido no Fiat”, diz o delegado.
Para procurar provas, a Polícia Civil fará uma reconstituição da versão do pai provavelmente antes do final do ano. Além disso, os policiais fazem o levantamento da ficha clínica da criança. “Vamos procurar saber o que levou ao traumatismo da criança, se foi realmente um acidente de automóvel. Para isso, estamos reunindo os exames e atestados médicos do bebê nos dias que ficou internado até sua morte”, explica o delegado. “Sabemos que a menina morreu em decorrência de traumatismo craniano, mas ainda não sabemos o que causou esse trauma, se foi o acidente ou não”, completa.
A Polícia Civil pede a quem tenha informações sobre o caso que entre em contato com o 4.º DP, pelos telefones (14) 3203-3100 ou no (14) 3231-2254.