Bairros

Área destinada ao lazer vira depósito de lixo no Pq. União

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

Uma área de vegetação em meio à zona urbana preocupa a população do Parque União. Segundo os moradores próximos, existia a promessa de que o lugar seria transformado num bosque pela prefeitura. No entanto, hoje, com mato alto e sem cerca, ele serve de depósito de lixo e animais mortos, o que proporciona a proliferação de animais nocivos e doenças.

A área é carinhosamente chamada de Bosque do Boa Vista pelos vizinhos, que afirmam não ter nenhum motivo para se alegrar ao passar em frente do local. De acordo com Aparecido Quirino Cláudio, que mora na quadra 2 da rua Antônio Padilha, em frente ao bosque, o lugar está abandonado. “Está virando um verdadeiro lixão. Faz uns nove meses que ninguém cuida”, afirma.

Segundo Quirino, não existem seguranças no local, que fica aberto 24 horas por dia. “Parece que tem um rapaz que cuida, mas só no período da manhã. Depois disso, como aproximadamente mil metros de alambrado que cercava a área foram roubados, qualquer um pode entrar e fazer aquilo que quiser”, destaca.

O morador confessa que chegou a enterrar cães mortos jogados no bosque, pois estavam entrando em decomposição. “Está muito sujo, jogam de tudo o que você imaginar. E uma boa parte da culpa é da população”, diz Quirino, que sofre durante os períodos de chuva. “Quando chove, o lixo chega a ser arrastado por três quadras e fica tudo no meio da rua”, denuncia.

Outra parcela de culpa seria da prefeitura, segundo Quirino. “Sempre ligamos na prefeitura, mas ninguém toma providência. Eu mesmo enviei um ofício à Câmara, mas não obtive resposta. Creio que eles acreditam que não precisamos de assistência”, desabafa.

Jalile Abdel Aziz, fiscal ambiental de uma ONG da cidade, mora em frente ao bosque e afirma também ter solicitado ajuda à prefeitura. “Faz um ano que ligo na prefeitura. Uma vez cheguei a ficar mais de uma hora ao telefone descrevendo a situação, porque uma pessoa pediu a descrição detalhada. Mas parece que o atendente não está nem te ouvindo”, conta. “Isso era para ser transformado numa área de lazer, mas virou uma matagal abandonado”, completa.

Ela também coloca parte da culpa na população. “O povo não ajuda e joga muito lixo. Enquanto isso, proliferam agentes transmissores de leishmaniose, dengue, pernilongos, caramujos e outros. Tem gente que esconde objeto de furto na mata, outros usam como ponto de tráfico e outros até moram ali. Virou uma bagunça e a prefeitura não toma providência”, desabafa a mulher, que mora em frente ao bosque há um ano e quatro meses.

Já José Ricardo Tiburtino, que trabalha há seis meses numa rua próxima ao bosque, acredita que o local traz perigo às crianças. “O mato é muito alto e a garotada sempre entra na mata para nadar num lago em que crianças já morreram”, afirma o marceneiro.

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Colaboração

De acordo com assessoria de imprensa da prefeitura, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) cercou o bosque e construiu calçadas ao redor do local, com o intuito de evitar o depósito de lixo no local e garantir a segurança do patrimônio público. A assessoria confirma ainda que parte do alambrado foi retirada e levada por vândalos, o que deixou a área novamente desprotegida.

De acordo com a Semma, a limpeza do bosque é realizada periodicamente por funcionários da Divisão de Praças e Áreas Verdes. Mas destaca que é necessária a colaboração da população, evitando o depósito de lixo e entulho no local.

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