Esportes

Tênis

Por Texto - Gabriel Pelosi | Consultor - Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 3 min

Federação Paulista

A Federação Paulista de Tênis (FPT), maior entidade regional (de tênis) do país, com 108 clubes, 37 academias filiadas, 8 mil atletas competitivos em atividade e um calendário com 100 torneios em 44 cidades, montou um mega projeto para 2007. A entidade devolverá a taxa de anuidade aos tenistas dependendo de sua participação em torneios, realização de torneios profissionais contando pontos para o ranking mundial e outras coisas. Mas o que mais chama a atenção é a criação da Equipe FPT para tenistas infanto-juvenil, orientada pelo ex-tenista Jaime Oncins. O treinamento será gratuito e ninguém entrará na equipe sem ter sido convidado, mesmo que queira pagar por isso. Esta equipe utilizará as três quadras de saibro da sede da própria Federação, no Ibirapuera. Sem dúvida, uma iniciativa que deveria ter sido colocada em prática anos atrás, mas que sempre houve uma certa pressão contraria por parte de alguns professores de tênis, os quais não queriam perder atletas, que muitas vezes são “usados” por eles como “garoto propaganda” de suas academias.

“Ganham mais que deveriam”

O ex-número 4 do mundo na década de 80, Pat Cash, é conhecido por seu temperamento explosivo fora das quadras. Em Londres, o australiano de 42 anos declarou que discorda que as mulheres devem ganhar o mesmo prêmio que os homens em torneios de tênis, como querem a grande maioria delas. “Já estou cansado de ouvir mulheres reclamando sobre isso. É como dois caras indo ao trabalho. Um ganha 20 por hora e o outro ganha 10 por hora. Bom, o que está fazendo melhor trabalho ganha 20 e esse é o jogador masculino. Homens ficam mais tempo em quadra que as mulheres, então qual é a reclamação?”, indagou o australiano. “Para ser honesto, acho que as mulheres ganham mais que deveriam. Ai você escuta alguém como Vênus Willians dizendo: ‘Não quero falar em boicote mas se for o caso’, sabe, e isso vem de uma pessoa que veio das áreas pobres de Los Angeles, pelo amor de Deus”, disse Cash. Venus é uma das lideres pela igualdade de prêmios entre homens e mulheres.

Segundo do mundo

O paulista de Adamantina, Nicolas Santos, por pouco não é campeão do Orange Bowl, torneio disputado em Key Biscayne (EUA) jogando na categoria até 18 anos. No último domingo Nicolas, esteve muito perto de conquistar aquele que é tido como o Campeonato Mundial para juvenis, perdendo na final para o romeno Petru Alexandru Luncanu, por 6/2, 4/6 e 6/3. O último brasileiro a vencer tal torneio na categoria até 18 anos foi Thomaz Koch em 1963. A excelente campanha de Nicolas no Orange Bowl deve lhe valer a segunda posição no ranking mundial juvenil. Assim ele encerrará a carreira juvenil como um dos melhores brasileiros da história.

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Dica

Um bom posicionamento do corpo é essencial para um bom golpe, portanto, não se posicione perto demais da bola ou você terá que inclinar-se para trás para bater na bola. Experimente checar a sua preparação em frente de um espelho. Enquanto você traz a raquete para frente, note a distância entre seu corpo e o centro de sua raquete. Isso lhe dará uma idéia de quão longe você terá que ficar para o contato com a bola.

Curiosidade 1

A partida mais longa que se tem notícia e que consta nos arquivos da Associação Feminina de Tênis (WTA) foi entre Vick Nelson e Jean Hepner, no torneio de Richmond (EUA), em 1984. Vitória de Vick por 6/4 e 7/6 e teve a duração de 6h31. Essa partida também registrou o mais demorado tie-break de todos os tempos, com 1h47, e o mais longo ponto (29 minutos, com 643 trocas de bola). Esse ponto deve ter sido jogado com as bolas passando na altura dos postes de iluminação da quadra. Será que alguém conseguiu assistir esta partida até o final?

Curiosidade 2

Desde que foi criado o ranking profissional feminino em 1973, somente cinco tenistas do Brasil conseguiram aparecer entre as 100 primeiras: Niege Dias nº 32, em 1988; Patrícia Medrado nº 48, em 1982; Claudia Monteiro nº 72, em 1982; Andréia Vieira nº 76, em 1989; e Gisele Miró nº 99, em 1998.

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