Brasília - Os analistas revisaram novamente para baixo a previsão de crescimento da economia para este ano. Foi o quinto ajuste consecutivo. A expectativa passou de 2,86% para 2,80%. Para o ano que vem, a estimativa foi mantida em 3,5%, segundo dados que fazem parte do Boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC). O fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre - crescimento de apenas 0,5%- contribuiu para a revisão.
A projeção do mercado é a mesma do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento. Já a projeção oficial do Ministério da Fazenda é de 3,2% e a do Banco Central, um crescimento de 3,5%. Para a produção industrial, os analistas esperam um incremento de 3,09% em 2006, contra 3,13% do levantamento anterior. A previsão para os juros é um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de janeiro, para 13%. A taxa chegaria em 12% até o final do ano que vem, segundo os analistas.
Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por um corte de 0,5 ponto percentual na última reunião do ano, para 13,25% ao ano. Na ata do encontro, divulgada na semana passada, o comitê indicou que poderá reduzir o ritmo de corte da taxa. Sobre a inflação, os analistas reduziram de 3,15% para 3,11% a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2006 e de 4,10% para 4,09% a do próximo ano.
A meta do governo é uma inflação de 4,5% nos dois anos, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Ainda de acordo com o levantamento, a projeção do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) ficou em 3,89%, ante 3,95% do levantamento anterior.
A do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) foi levemente reduzida, de 3,90% para 3,89%.