Brasília - O PP decidiu ontem que irá apoiar o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por unanimidade, a executiva do partido definiu que irá integrar o conselho político do governo e participar da coalizão.
Com isso, o presidente do partido, deputado Nélio Dias (RN), já terá assento na reunião de hoje que o presidente terá com os dirigentes das legendas que o apóiam.
O presidente Lula não deve ter, no entanto, o apoio de uma das figuras mais famosas do PP, o deputado federal eleito Paulo Maluf (SP). O progressista afirmou que irá manter uma postura de independência com relação ao governo e que não pretende ser “vaquinha de presépio”. Na reunião, a executiva do PP definiu 11 pontos que irá apresentar ao governo como condição para integrar a coalizão.
Entre eles está a queda dos juros, a autonomia do BC e o não contingenciamento de emendas parlamentares em programas prioritários. O PP, ao lado do PL e do PTB, foi um dos partidos acusados de envolvimento com o escândalo do “mensalão”. O então presidente da legenda, deputado Pedro Corrêa (PE), teve seu mandato cassado pela Câmara.