Tribuna do Leitor

Rádio comunitária


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Quando foi aprovada a lei de regulamentação de rádio comunitária, todos nós, excluídos dos meios de comunicação, ficamos felizes. Alimentamos, de imediato, que teríamos nossa rádio comunitária para difundir nossa cultura sem ter que ficar nas mãos dos anunciantes, como sempre acontece. Acontece que a maioria absoluta das rádios comunitárias autorizadas até hoje ou estão nas mãos dos políticos (dos mesmos) ou estão nas mãos das igrejas, principalmente a Igreja Católica. Num levantamento feito na região de Bauru, podemos constatar o seguinte: a Rádio Comunitária de Agudos é dirigida por um padre; a de Guarantã e a de Duartina estão instaladas dentro da Igreja Católica; a de Bauru, que foi autorizada e ainda não está no ar, fica dentro da Igreja São Sebastião da Vila Cardia; a rádio de Reginópolis pertence ao filho do ex-prefeito; da mesma forma a rádio de Arealva.

As rádios que estão no ar, em Bauru, de forma clandestina, não passam de rádios comerciais piratas e se identificam como sendo rádios comunitárias. Além de programações péssimas, fazem comerciais na maior cara de pau. O pior é que ninguém fiscaliza nada. Tem uma rádio, 99,1, que diz ter uma autorização da Justiça Federal. Deveria mostar, pois na Justiça Federal não consta nenhuma autorização desse tipo; constam pedidos negados, apenas.

Saulo P. Mascarenha - RG 8.123.428

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