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Presidente evita polêmica e promete pacote fiscal em reunião do conselho

Por Da Redação | Com Folhapress
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Brasília - Na primeira reunião com os partidos que irão apoiar o seu segundo governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou temas polêmicos - como a disputa pelos comandos da Câmara e do Senado, a reforma ministerial e o reajuste do salário mínimo.

O presidente pediu aos partidos que num prazo de 45 dias elaborem propostas para as reformas política e tributária e se comprometeu a informar o grupo na próxima semana sobre o pacote fiscal que, segundo ele, vai provocar "um barulho aqui e outro ali", mas são necessárias para destravar a economia. "Há muita coisa que atrapalha o crescimento do país, muitas normas que têm que ser mudadas e que só vão ser mudadas se a gente tiver uma boa cumplicidade com o Congresso Nacional e a sociedade brasileira", afirmou em entrevista após cerimônia no Palácio do Planalto. "No que depender do governo, nós não mediremos esforços para fazer a economia voltar a crescer." A expectativa é que o pacote fiscal seja anunciado na próxima quarta-feira.

O presidente Lula disse hoje que não vai adiantar as medidas para os membros do conselho político, dando a entender que deverá antecipar o pacote aos partidos aliados somente algumas horas o anúncio. Isso não significa, no entanto, segundo o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), que eles terão poder de veto nesta questão. “O conselho político não é deliberativo, emite opinião política que o presidente pode achar conveniente acatar ou não as sugestões”, disse. Antes do encontro, Tarso orientou os dirigentes dos partidos a não tratarem da disputa pelas presidências da Câmara e do Senado.

Embora não tenha abordado a eleição no Congresso, o presidente pediu “sintonia fina” aos partidos da coalizão. O presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, disse que se a coalizão for para valer, o governo não perderá mais nenhuma votação no Congresso. “Só haveria possibilidade de derrota se a coalizão não fosse capaz de dar seqüência a esse espírito da coalizão que vem sendo construído pelo presidente”, disse.

O presidente também não sinalizou para os partidos quando pretende compor seu novo ministério. “Este assunto será tratado no momento oportuno”, disse o presidente do PT.

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