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Polícia Civil apreende 13 galos de briga

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Civil apreendeu na tarde ontem 13 galos de briga e mais quatro galinhas em uma residência no Jardim Bela Vista. Os galos eram utilizados em rinhas e estavam na casa de um senhor de 85 anos, que teve o nome preservado pela polícia. Segundo informações da vizinhança, o local já tinha sido sede de brigas de galo. O idoso teria dito que antigamente vendia galos para rinhas e que atualmente recebia as aves para recuperá-las das lutas.

Há alguns dias, o 2.º Distrito Policial recebeu uma informação anônima denunciando o idoso. No início da tarde de ontem, com o mandado de busca em mãos, uma equipe da delegacia foi até o local, onde apreendeu os animais. Eles ficavam em gaiolas no quintal de terra da casa, localizada na rua 12 de Outubro. Os galos apresentavam coxas bastante feridas, lesões no pescoço e cabeça, além de asas depenadas, o que indica a participação em rinhas.

De acordo com o delegado Marcos Cremonesi, que coordenou a ação, foi elaborado um termo circunstanciado sobre crime ambiental de maus tratos a animais, que tem pena de três meses a um ano de reclusão. Uma equipe da Organização Não-Governamental (ONG) Naturae Vitae foi solicitada pela polícia para elaborar o relatório das condições biológicas das aves.

Nas gaiolas, as aves ficavam sob as árvores do quintal, presas individualmente, ou em duplas. Havia também um cercado, que segundo o idoso teria afirmado, seria utilizado para manusear as aves. As aves vão permanecer na casa dele, que foi nomeado depositário fiel pela polícia. Além de responder criminalmente, o idoso pode ser autuado administrativamente pela prefeitura municipal, já que é proibido criar galinhas na zona urbana.

A bióloga Fátima Shoroeder, da Naturae Vitae, afirma que além do laudo que vai analisar a situação das aves, a ONG busca um profissional para elaborar o laudo veterinário. Ela conta que aparentemente, local era utilizado como uma espécie de enfermaria, onde os galos se recuperavam depois das brigas. “O espaço é inadequado. As gaiolas são pequenas. O que também surpreendeu foi a quantidade de gaiolas vazias, o que leva a crer que ele tinha capacidade para ter até mais aves lá”, aponta a bióloga. Mais violentas que as brigas de galo, as rinhas de cães da raça pit bull preocupam a ONG. “Nós sabemos que esse tipo de rinha existe em Bauru, mais ainda não conseguimos flagrar nenhuma”, conta Shroeder.

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Vila Celina

No início de outubro, sete galos de briga e uma galinha foram apreendidos na Vila Celina. As aves estavam presas em gaiolas improvisadas no quintal de uma casa da rua Mário Gonçalves Junqueira.

Três homens foram detidos como suspeitos da prática do crime. Eles negam que as aves eram criadas para participar de brigas. Entretanto, a polícia também encontrou na casa uma rinha, oito esporas de galo e mais R$ 40,00, apontado como dinheiro resultante de aposta.

As sete aves estavam bastante machucadas. O caso também está sendo acompanhado pela Naturae Vitae.

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