Estudando no Colégio Piracicabano, tínhamos um professor de química, no científico, que era um terror. O professor Demóstenes não usava dentadura, para falar mais rápido.
Éramos em 36 alunos para a prova de fim de ano. Montamos um esquema perfeito para “passar de ano”. Dias antes, com ajuda de um chaveiro amigo, à noite entramos no colégio e fomos até a secretaria, encontrando a relação de matérias da prova e copiamos o ponto n.º 19: notação química e as partes b e c. Pegamos da sacola a pedra n.º 19 que ficou ao meu cargo na hora do sorteio.
No dia da prova, com a pedra na mão, fui escolhido para o sorteio. Não deu outra: n.º 19. Porém, ao passar ao quadro negro, a questão era nomenclatura química. Nosso colega no nervosismo copiou o ponto errado. Resultado: 36 “bombas”...
Contado por Cirso Mendes Silveira