São Paulo - O consumidor deve redobrar a atenção na hora de fazer as compras de produtos que compõem a ceia natalina. Pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP no município de São Paulo mostra que as diferenças de preço podem chegar a 112,3%. É o caso dos panetones e chocotones. O mini chocotone de 80 gramas que vem na latinha decorada do Shrek, produzido pela Bauduco, foi encontrado por R$ 2,68 no Wal-Mart da região oeste da cidade.
No Extra da zona leste, o mesmo produto custa R$ 5,69. O quilo do lombo temperado da Sadia, que pode ser encontrado por R$ 8,90 no hipermercado Andorinha (localizado na região norte), chega a R$ 12,78 no Wal-Mart da região oeste. Ou seja, uma diferença de 43,6%. Entre as frutas secas, a maior diferença foi constatada na uva passa sem semente. O menor preço foi verificado no Extra da região leste - R$ 1,95 o pacote de 200 gramas. A mesma quantidade do produto custa R$ 3,59 no Pão de Açúcar da zona sul, 84,10% a mais do que no Extra.
A pesquisa do Procon foi realizada entre os dias 27 e 28 de novembro, em dez estabelecimentos comerciais distribuídos igualmente pelas cinco regiões do município de São Paulo. Foram pesquisados 84 itens entre carnes, panetontes/chocotones, caixa de bombons, frutas em calda e secas. Dos produtos que fizeram parte da pesquisa, o maior percentual de abastecimento foi encontrado no hipermercado Andorinha da zona norte, que tinha 64 dos itens procurados.
O estabelecimento é também o que apresenta o maior percentual de produtos com preços menores ou iguais à média. Dos 64 itens encontrados, 57 tinham preços menores ou no máximo igual à media dos demais estabelecimentos. A menor quantidade dos produtos pesquisados foi verificada no Carrefour da zona norte, onde foram encontrados apenas 36 dos 84 produtos pesquisados. Além disso, apresentou o menor número de itens com valor menor ou igual à media - apenas sete.
Os técnicos da Fundação responsáveis pela pesquisa destacam que alguns estabelecimentos estavam desabastecidos e que grande parte dos supermercados trabalham com marcas próprias, o que acaba inviabilizando a comparação de preço, já que a qualidade do produto pode variar. É o caso, por exemplo, do Carrefour. “Tal fato foi verificado, principalmente, nas frutas em calda e secas”, divulgaram os técnicos.
O Procon-SP orienta que o consumidor deve efetuar uma cuidadosa pesquisa de preço, avaliando sempre a relação preço e qualidade, além de ficar atento às informações contidas nos rótulos, como peso, data de fabricação, prazo de validade e condições de conservação. No caso dos produtos importados, informações do rótulo devem estar traduzidas para a língua portuguesa.