Por muito tempo, as lan houses foram associadas aos jogos de computador e ao acesso à Internet. Mas, pouco a pouco, essa imagem tem se transformado. As mudanças são impulsionadas pela forte concorrência existente no setor atualmente. Obrigados a praticar preços demasiadamente baixos, os estabelecimentos tentam inovar para atrair novos clientes.
Hoje em dia é difícil encontrar uma lan house em Bauru que não possua pelo menos um pote com balas disponíveis para comercialização. “A gente tem que ir se adaptando e criando novos serviços para poder faturar mais”, diz Sérgio Massami Takahashi, proprietário de um local situado no Parque Bela Vista.
Em seu estabelecimento, Massami vende diversos tipos de alimentos: salgadinhos de pacote, balas, chocolate, chicletes e refrigerantes. Isso não se dá ao acaso - afinal, a maioria dos freqüentadores desses lugares é formado por adolescentes, grandes consumidores de guloseimas.
Mas as lan houses de Bauru não tentam fisgar clientes apenas pelo estômago. Além dos alimentos, Washington Nomura, dono de um estabelecimento na Vila Independência, também colocou à disposição de seus usuários diversos tipos de serviço, como xerox, digitação e impressão de trabalhos escolares.
Na última segunda-feira, por exemplo, o desempregado Marcos Vinícius do Amaral Souza, 18 anos, estava no local preparando um currículo profissional. “Quem sabe não consigo um trabalho?”, dizia enquanto assistia a um filme sobre o ex-craque palmeirense Ademir da Guia.
Para João Carlos Roberto Atílio, proprietário de uma lan house situada no Centro, a diversificação dos serviços será uma tendência do ramo nos próximos anos. “A informática está cada mais presente na vida das pessoas. Como grande parte da população ainda não tem computador, é natural que muitas pessoas procurem as lan houses para ter acesso aos serviços de que necessitam”, acredita.