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Quando bem utilizados, games podem incentivar raciocínio

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

Todo mundo sabe que videogame pode viciar e ser prejudicial à saúde se não for bem utilizado. Para a psicóloga Jane Cristine da Silva, é muito importante que as crianças e os pais evitem os jogos violentos. “Observamos que em alguns games é possível arrancar partes do corpo do adversário e até matar os personagens, mas isso não pode ser transportado para a vida real”, diz.

Por isto, o melhor a fazer é que os pais analisem bem o conteúdo de cada game antes de comprá-lo e, dentro do possível, brinquem com a criança. “Eles devem estimular o filho a viver seu mundo de fantasia e respeitar seus limites, mas precisam explicar a diferença entre fantasia e realidade.”

Por outro lado, o videogame pode estimular a memória e o raciocínio. Mas isto, claro, se ele for usado de forma saudável. O ideal é que as crianças não passem muito tempo em frente à telinha e também brinquem com outras coisas, diz a psicóloga. “Quando a criança fica horas no videogame ou assistindo televisão, por exemplo, pode acabar prejudicando seu desenvolvimento e incentivando o comodismo.”

Maria Júlia da Costa Campos, 8 anos, sabe disto e para evitar qualquer problema costuma intercalar os games com outras atividades, como brincar de bonecas. Caique Koiti Ite, 9 anos, diz que o videogame pode viciar e por isto não abusa. “Eu adoro games, mas não jogo toda hora”, diz. Desta forma, conta ele, aprende a controlar melhor seus horários e também exercita seu raciocínio e concentração. “Acho que ajuda na escola.”

Bruno Martins Ribeiro, 11 anos, tem a mesma opinião de Caique e ressalta que por meio dos jogos virtuais aprendeu a competir e também a saber perder. “Não dá para ganhar sempre no jogo e também na vida”, observa.

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