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Futebol amador: Parquinho é tricampeão da Liga Regional

Rodrigo Allegro
| Tempo de leitura: 3 min

No dia em que o Internacional ganhou o mundo, o Parquinho, com as mesmas cores do campeão mundial, ganhou Bauru. Após empatar com o Redentor em 1 a 1, ontem, no Estádio Sílvio de Magalhães Padilha, o Parquinho se tornou tricampeão do Campeonato da Liga Regional de Futebol Amador de Bauru (LRFB).

O duelo de ontem começou aberto e disputado. Nos primeiros dez minutos de jogo, o Redentor foi para cima do rival, mas de forma desordenada não ofereceu perigo. Aos 12, o time grená criou a primeira chance de gol. Após cobrança de falta, batida pelo meia Diogo, o goleiro Palito, do Parquinho, fez boa defesa.

Aos 20, a torcida do Redentor explodiu de alegria. Após rápida jogada de Bidy pela esquerda, o artilheiro do campeonato chutou forte, a bola desviou no zagueiro e tirou qualquer chance de defesa para o goleiro parquinhense: 1 a 0, e título caminhando para a disputa dos pênaltis.

Logo após o gol, o clima ficou tenso entre os jogadores, mas ambos os times, por alguns segundos, se esqueceram de que o árbitro era o enérgico Wilson Seneme, árbitro Fifa e acostumado a apitar grandes jogos.

Depois da bronca do árbitro, os ânimos se acalmaram em campo. O Parquinho sentiu o gol, se encolheu em campo, e somente com chutes de longa distância ameaçava o gol de Édson. Já o Redentor atacava com mais objetividade e, por duas vezes, quase ampliou o placar.

Mas como no futebol, o imprevisível caminha junto, aos 41 minutos, o Parquinho empatou o jogo. Após bate-rebate na área, o atacante Gugu, bem colocado, tocou com classe para o fundo do gol. Resultado: 1 a 1, e ducha de água fria no Redentor e na sua torcida.

Segundo tempo

No segundo tempo, o Redentor foi para cima e logo criou duas chances de gol. Mineiro chutou no travessão e logo em seguida, o atacante Fesso perdeu dois gols claros, com seguidas cabeçadas. A partir dos 30 minutos, o desespero tomou conta do Redentor, que precisava de mais um gol para levar a decisão para os pênaltis. O técnico Bilão abriu o seu time, colocando mais um atacante.

Já o Parquinho usou o regulamento, além de contar com com uma base experiente e que atua há mais de cinco anos juntos. E foi o Parquinho que teve as duas melhores chances no final do jogo. A primeira, aos 42, o atacante Fio, que entrou no segundo tempo, ficou livre na área, mas chutou de forma bisonha. Em seguida, Rogério Yo-Yo entrou livre, mas se enrolou com a bola, perdendo gol feito. Mas os gols acabaram não fazendo falta, e aos gritos de “Ole Parque, “Ole Parque”, a equipe do Vista Alegre se tornou tricampeã da LRFB.

Redentor: Édson; Jorjão, Tiziu, Carlão e Bidi (Fesso); Mineiro, Jabá, Léo (Arruda) e Diogo; Bidy e Luciano. Técnico: Bilão.

Parquinho: Palito; Pinduca, Rogério Anastácio, Frizão e Lolô (Xandão); Fernando, Zé Carlos, Souza e Fábio Bocão; Baianinho (Fio) e Gugu (Rogério Yoyô). Técnico: Kita.

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Alegria dos parquinhenses

Após o término do jogo, a alegria e emoção tomaram conta dos jogadores do Parquinho. O mais emocionado era o lateral-direito Pinduca, um dos melhores em campo, e que literalmente desabou em campo, após o apito final do árbitro Seneme.

“Foi muita emoção, além do esforço físico e mental. Eu estava machucado e era dúvida, mas eu não poderia ficar de fora”, disse Pinduca, que não sabe se jogará pelo Parquinho em 2007.

Já o capitão do time, o zagueiro Rogério não só continua no Parquinho em 2007, como destacou a união do grupo. “Nosso elenco é unido e determinado.Daí fica tudo mais fácil”.

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