Bairros

Presépios caseiros têm até fonte

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Criar o clima de Natal em casa vai muito além de enfeitar uma árvore. Para algumas pessoas, a decoração de fim de ano envolve um grande planejamento e investimento. Outras preferem pôr a mão na massa e confeccionar elas mesmas árvores e presépios. Em algumas entidades, realizar os desejos de pessoas que passam dificuldades é o que faz o clima de Natal.

O professor aposentado Sidney de Souza monta presépios desde os 7 anos, quando ainda morava em Palmital. Quando se mudou para a Capital, ele interrompeu a tradição. Há dez anos, quando veio morar em Bauru, retomou o costume. Para este Natal, ele não economizou. Recriou a vila onde Jesus nasceu como era há 2006 anos.

Com direito a deserto, campina para o pastoreio, o presépio tem vila com casinhas esculpidas em concreto celular, colaboração do escultor Edson Janpietro, de Duartina. “Busquei fazer uma réplica de Belém”, conta Souza. A idealização deste presépio já tem dois anos. Para conseguir montá-lo, o professor começou o executar o plano há dois meses.

O céu do presépio é um painel de mais de dois metros, pintado por um colega. No lugar das estrelas, luzes de um pisca-pisca. Durante as folgas, o professor posicionava as peças, algumas, “importadas” de São Paulo. Por ser descendente de árabes, Souza conta que foi emocionante recriar a cidade, mesmo tendo investido cerca de R$ 500,00 na obra. “É muito especial. Vale a pena o investimento”, revela. E para o ano que vem, ele já planeja as novidades. “Vou recriar o resto da vila”, conta.

Ademir Michelotto também presenteou a família com um elaborado presépio. A recriação da noite do nascimento de Jesus tem direito até a uma fonte. Porém, o que ocupou os seus finais de semana foi a construção do presente de Natal da neta Giovana, de 6 anos: uma casinha de boneca. Na verdade, a casinha é bem espaçosa. Com direito a uma varanda com cerca colorida e decoração natalina.

Com material que tirou de suportes de madeira para empilhadeiras, Michelotto levou dois meses para construir a casa. “Todo mundo prefere comprar as coisas hoje em dia. Eu fui fazendo devagar e ela foi me assistindo e ajudando”, revela. Giovana não conseguiu esperar até o Natal e já brinca na casa nova, que também possui um balanço ao lado.

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