São Paulo - Os juros cobrados pelos bancos para pessoas físicas e jurídicas apresentaram elevação em novembro apesar das seguidas reduções da taxa básica da economia brasileira (Selic).
Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), para o consumidor, entre as seis modalidades de crédito pesquisadas apenas a taxa do cartão de crédito permaneceu estável. Tiveram alta as taxas de juros do comércio, cheque especial, crédito direto ao consumidor para o financiamento de automóveis, empréstimo pessoal nos bancos e empréstimo pessoal nas financeiras.
Na média, a taxa de juros cobrada pelos bancos das pessoas físicas passou de 7,43% em outubro para 7,48% ao mês em novembro, a maior desde setembro. Nas operações de crédito para pessoa jurídica, das quatro linhas de crédito pesquisadas, uma apresentou redução de suas taxas de juros (desconto de cheques) e três apresentaram elevação (capital de giro, desconto de duplicatas e conta garantida).
A taxa de juros média geral para empresas apresentou uma pequena elevação de 4,24% ao mês em outubro para 4,25% no mês passado. O coordenador da pesquisa da Anefac, o economista Miguel José Ribeiro de Oliveira, lembrou que em novembro o Banco Central reduziu a Selic de 13,75% para 13,25% ao ano e que essa queda não foi repassada para as operações bancárias de crédito.