Política

Incêndio em Kombi tem versões conflitantes

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 1 min

O episódio do incêndio em uma perua Kombi da Secretaria das Administrações Regionais (Sear) foi contado de forma diferente por dois depoentes na Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga possíveis irregularidades com despesas na Secretaria das Administrações Regionais (Sear) e em gastos de publicidade no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Dois dos envolvidos no episódio, João Antônio Gonçalves e Silvio Pereira dos Santos, deram versões diferentes sobre o fato, que gerou sindicância interna na Prefeitura.

Segundo Gonçalves, ele, Pereira e Haroldo de Oliveira Lima voltavam de uma vistoria a obras na Vila São Paulo e Pousada da Esperança 1 e 2. Ao passar pela avenida Jânio Quadros, em direção à Prefeitura, a perua começou a fazer fumaça e posteriormente pegou fogo. Gonçalves afirmou que o incêndio foi causado por problemas mecânicos, apesar de dizer que o veículo tinha retornado da oficina havia três dias.

Já o ex-diretor da regional Independência Silvio Pereira dos Santos contou outra versão. Segundo Pereira, além dele, Gonçalves e Haroldo Lima, havia um motorista presente. O local visitado por eles teria sido a cidade de Duartina, onde foram aprender mais sobre o processo de fabricação de bloquetes. Os horários também não conferem, já que Gonçalves afirma que o incêndio ocorreu por volta das 16h, enquanto para Pereira o fato ocorreu depois das 17h.

Outro ponto curioso é que a sindicância aberta para apurar o caso não questionou qual era o motivo da utilização da Kombi e nem os detalhes contados por Gonçalves e Pereira à CEI. O próprio Pereira afirmou que na ocasião a sindicância questionou apenas sobre as circunstâncias do incêndio.

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