Os 25 anos da morte do ex-prefeito Luiz Edmundo Carrijo Coube, ocorrida no dia 19 de dezembro de 1981, foram lembrados ontem numa missa realizada na Igreja Santa Rita de Cássia. Candidato único à Prefeitura de Bauru na época, Edmundo Coube assumiu o Executivo municipal em 1972.
Permaneceu até 1976 priorizando a infra-estrutura da cidade, relembra o filho mais velho, Ricardo Coube. “Ele sempre trabalhou com um grupo de pessoas que confiava e admirava. Isso facilitou muito para ele”, comenta.
O primogênito ainda recorda que o pai foi capaz de fazer mais de 400 desapropriações de terra para viabilizar a construção da avenida Nações Unidas, todas de forma amigável. “Ele sempre transpareceu uma calma muito grande. Na família, com os amigos e na política”, diz Ricardo.
Na gestão anterior à sua, a do então prefeito Alcides Franciscato, Edmundo Coube foi presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Também participou do grupo de bauruenses que criou a Fundação Educacional de Bauru, antecessora da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Deixou a presidência da fundação para assumir a prefeitura da cidade.
Bauruense, formou-se em engenharia civil na Universidade Presbiteriana Manckenzie, em São Paulo – considerada a principal escola de engenharia, na época. Diplomado, trabalhou na carreira, abandonada quando assumiu cargos públicos.
Ao assumir a prefeitura, também deixou a Tilibra, onde trabalhava com os irmãos e para onde voltou após deixar o comando da administração municipal, em 1976. Cinco anos depois, enfartou aos 53 anos. Deixou sete filhos e a esposa Lucy Marques Coube, que conheceu em Bauru.
“Éramos amigos de família. Meu pai era médico da família dele. Começamos a namorar ainda crianças (ela com 17 anos, ele com 19)”, lembra. Além de romântico, Edmundo Coube era um pai maravilho, ressalta a esposa. A informação é reiterada por Ricardo, para quem o pai era um grande companheiro de todos os filhos.