São Paulo - Marcela de Jesus Galante Ferreira, bebê que nasceu sem cérebro em Patrocínio Paulista (413 quilômetros de SP) e completou ontem 29 dias de vida, voltou a precisar da ajuda de aparelhos para respirar. Ontem de manhã ela sofreu duas apnéias (paradas na respiração) e teve recolocado o capacete de oxigênio. O equipamento, usado desde a primeira semana de vida da menina, havia sido retirado na última sexta-feira porque ela se mostrou capaz de respirar sozinha.
O capacete é uma espécie de redoma plástica instalada sobre o berço que cobre a cabeça de Marcela. Não há tubos inseridos em seu nariz. “É só uma ajuda”, disse a pediatra Marcia Beani, que trata a bebê. Com a regressão do quadro clínico, a possibilidade de alta ficou mais distante. “Cada dia é um dia. O prognóstico dela é negativo, mas ela tem nos surpreendido”, disse. Marcela não possui córtex cerebral, mas tem o bulbo e a medula, que controlam movimentos como batimentos cardíacos.