Regional

Preso pode ter ordenado morte de jovem

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 4 min

Lençóis Paulista - O assassinato da jovem Aline Meirieli Benvindo Panelli, 17 anos, no último domingo, pode ter sido encomendado por um namorado que se encontra preso no sistema penitenciário. A versão de crime por encomenda surgiu após a prisão de três homens ontem em Macatuba.

Tentando evitar ser preso por furto de um automóvel e tentativa de furto, um dos detidos, de 25 anos, confessou para policiais militares de Macatuba que teria matado Panelli, no último domingo, em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). O crime com tiros, um na cabeça, chocou a cidade. A vítima foi morta em um bar na avenida Padre Saustio Machado, por volta das 4h.

Segundo o comandante do policiamento militar em Macatuba, o sargento PM Josué Francisco da Silva, o homem confessou o homicídio. A história que envolve a jovem vai muito além de um crime banal.

Começa atrás das grades, dentro do sistema penitenciário do Estado, onde estaria um enciumado namorado de Panelli. Na versão apresentada à PM pelo suspeito, este detento estaria no topo da hierarquia que propiciou a morte da moça por encomenda. A ordem chegou às pessoas que teriam envolvimento com o sentenciado. O suspeito teria apenas executado ordens.

É comum no mundo do crime pessoas receberem tarefas em troca de “dívidas” com criminosos. Esta seria a motivação que levou o suspeito a arrancar Panelli de dentro do bar e matá-la com dois tiros no último domingo. “Como existe aqui fora um pagamento de dívida entre os bandidos, então escolheram ele para executar a menina”, revela Silva.

Segundo o sargento PM, o suspeito de matar a jovem teria deixado, no dia 13 último, o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru onde estaria preso sob a acusação de furto e receptação.

Detido ontem, o suspeito tentou “vender” aos policiais militares de Macatuba uma história de que a arma que matou Panelli estaria na cidade com um conhecido. “Tentaram fazer a gente focar a investigação em uma situação de porte de arma que poderia ser mais grave e a gente poderia liberá-los”, detalha Silva.

De acordo com o sargento, a partir dessa reviravolta, os relatos do rapaz de 25 anos entraram em contradição e ele teria confessado o assassinato em Lençóis. Silva explica que uma amiga da vítima que presenciou o crime fez o reconhecimento do suspeito ontem em Macatuba.

“A menina prontamente o reconheceu pela tatuagem no braço e também pelas características físicas.”

O delegado assistente de Lençóis Paulista, Marcos Jefferson da Silva, adiantou ontem ao JC que está investigando a versão do suspeito, mas que precisa juntar as evidências para confirmar se o autor e suspeito são a mesma pessoa.

O nó da investigação

Para esclarecer o homicídio por completo, falta encaixar as peças. É preciso encontrar a arma usada na execução, identificar as pessoas que deram cobertura para o crime e automóveis usados. Da ação, segundo o sargento PM, participou um Monza de cor azul, que deixou o suspeito no bar, e um Gol branco, quatro portas, que deu a cobertura para o homicida sair do lugar.

O suspeito foi encaminhado ontem para Lençóis onde prestará depoimento e passará por nova sessão de reconhecimento das testemunhas. O nome do suspeito não foi divulgado pela polícia.

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Furto de carros

Dois homens e o suspeito pela morte de Aline Meirieli Benvindo Panelli foram presos ontem em Macatuba, por volta das 2h. Os três furtaram uma Caravan, placas BPV 7086, de Lençóis Paulista, no Jardim das Nações em Lençóis. Só que a Caravan deu pane na rua Boaventura de Azevedo no Jardim América, em Macatuba. A guarnição da Polícia Militar (PM) estranhou a movimentação dos três indivíduos na rua. Com a aproximação, os policiais observaram um Kadett, placas GBC 6161, de Macatuba, com as portas abertas a 200 metros da Caravan.

Na abordagem dos três homens, um portava uma chave falsa (micha) utilizada para furtar veículos.

Os três foram autuados em flagrante pelo furto da Caravan em Lençóis e a tentativa de furto do Kadett.

A prisão dos três homens mobilizou os soldados PMs Sandro Pires, Paulo Eduardo Moreira, Donizeti Miranda, Juvenal Batista, e o cabo PM Amauri César Batista, todos do 3º Grupamento de Polícia Militar de Macatuba, sob o comando do sargento PM Josué Francisco da Silva.

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