Brasília - A um custo de R$ 1 milhão, a Presidência fechou em 1.500 pessoas (quase o dobro da previsão inicial) a lista de convidados para a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 1 de janeiro. Segundo o assessor especial da Presidência Cezar Alvarez, que coordena a organização da posse, é possível que a lista chegue a até 1.800 pessoas. Os recursos usados sairão do orçamento da Presidência e do Ministério da Cultura, que pagará as despesas com um conjunto de shows.
Entre os artistas que se apresentarão, todos sem cobrar cachê, estão Geraldo Azevedo e o grupo Olodum. Somente em gradis, para garantir a passagem do presidente em carro aberto pela Esplanada, o gasto será de R$ 250 mil. Outros R$ 70 mil irão para pagar um palco, instalado na Praça do Três Poderes, no qual acontecerão shows musicais. “A posse está dimensionada a partir da orientação muito direta e específica do próprio presidente, de que queria uma posse sóbria, materialmente falando, e ao mesmo tempo forte politicamente”, disse Alvarez.
A solenidade da posse começará por volta de 15h45, quando Lula e dona Marisa, juntamente com o vice-presidente José Alencar e sua mulher, Mariza, seguem em carro aberto da Catedral de Brasília para o Congresso, onde Lula toma posse oficialmente e faz seu primeiro pronunciamento à nação.
Ao deixar o Congresso, Lula passará tropas em revista e será homenageado com uma salva de 21 tiros de canhão. Vai depois para o Palácio do Planalto, também em carro aberto. Estarão no Palácio, além de familiares e amigos de Lula, os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ministros, governadores eleitos e representantes de prefeitos. A lista de convidados não inclui chefes de Estado estrangeiros, apenas suas representações diplomáticas no País. Foi uma decisão para evitar constrangimentos e dificuldades, já que a posse se realiza em meio às comemorações típicas do Ano Novo em todo o mundo.
Enquanto Lula coloca sozinho a faixa presidencial - a mesma com que tomou posse para o primeiro mandato -, seus demais convidados aguardarão, do lado de fora do Palácio, o pronunciamento no parlatório. Se chover, disse Alvarez, os convidados ouvirão o presidente embaixo da marquise. Devido à reeleição, não haverá uma pessoa para colocar a faixa em Lula: “A faixa já está no armário dele, faz parte do seu vestuário. Ele abre e põe”.