São Paulo - O governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem, por meio de nota, que é “frontalmente contrário” ao projeto de lei que elevaria o salário do cargo que vai ocupar a partir de 1 janeiro para R$ 22 mil.
Reportagem da “Folha de S.Paulo” revela que está sob análise da Mesa da Assembléia Legislativa de São Paulo o aumento do salário dos novos secretários de Estado e a extensão do benefício ao governador. Foram anexadas, diz a reportagem, três emendas ao projeto que aumenta o salário dos secretários. A mais “ambiciosa” delas, se aprovada, ampliará o salário do chefe do Executivo do Estado dos atuais R$ 12,7 mil para até R$ 22,1 mil.
Na nota, Serra diz que a reportagem cria um “quadro de ambigüidade” sobre o assunto e ressalta que o projeto citado tem como principal objetivo elevar o teto do funcionalismo do Estado, e não especificamente o salário do governador. “A reportagem da Folha não enfatizou que o objetivo verdadeiro desse projeto, seu foco principal, é aumentar o teto salarial do funcionalismo em São Paulo (equivalente a R$ 14.850,00 por mês), que hoje é fixado, por lei, de acordo com o salário do governador.”
Com relação ao salários dos secretários, no entanto, Serra afirmou ser favorável ao reajuste. “O salário de um secretário de estado em São Paulo é da ordem de R$ 6 mil por mês, não tendo tido nenhum reajuste desde 1995. A proposta endossada pelo atual e pelo futuro governo prevê um reajuste para R$ 11.875,00”, diz a nota.