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Juros para pessoas físicas caíram para 53% ao ano

Folhapress
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Brasília - As taxas de juros das linhas de crédito destinadas a pessoas físicas tiveram uma leve queda em novembro. No entanto, o spread bancário, que é a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes, apresentou elevação. Segundo dados do Banco Central (BC), a taxa de juros da pessoa física caiu de 53,1% para 53% ao ano em novembro, a menor da série iniciada em junho de 2000. Já os spreads subiram de 39,9 pontos percentuais em outubro para 40,1 pontos no mês passado.

Neste ano, o governo anunciou uma série de medidas para estimular a concorrência bancária e reduzir o custo para os tomadores de crédito. No entanto, a implementação dessas medidas ocorre de forma lenta, o que dificulta a redução do custo das operações. Um dos motivos para a queda na taxa de juros foi a redução nas taxas na modalidade aquisição de veículos, de 0,4 ponto, para 31,7% ao ano. No caso dos juros no crédito consignado, a taxa caiu de 34,4% em outubro para 33,5% ao ano em novembro.

Os empréstimos com desconto em folha estão dentro da modalidade de crédito pessoal, que ficou estável em 58,6% ao ano. Já a taxa do cheque especial subiu de 142,6% ao ano em outubro para 142,8% ao ano em novembro. A taxa de juros cobrada para a aquisição de bens (exceto veículos) ficou estável em 59%.

Para as pessoas jurídicas (empresas), a taxa média ficou em 26,6% ao ano, ante 27,4% ao ano do mês de outubro. O spread caiu de 13,8 pontos para 13,4 pontos percentuais no mês passado. Com isso, a taxa média geral caiu de 41,2% ao ano em outubro para 40,7% ao ano em novembro, o menor valor já registrado pela série histórica, iniciada em junho de 2000.

O spread apresentou uma queda de 0,2 ponto percentual, para 27,6 pontos, causado pela redução dos custos das operações destinadas a empresas. Já a inadimplência está estável em 5,1% elo terceiro mês consecutivo. Os atrasos na carteira das pessoas jurídicas ficaram estáveis em 2,8%. No caso das pessoas físicas, houve um incremento de 0,1 ponto percentual, para 7,7%. Esse conceito de inadimplência leva em conta os atrasos superiores a 90 dias.

TJLP

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem mais uma redução na taxa de juros usada nos financiamentos concedidos pelo BNDES. A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) entre janeiro e março do ano que vem será de 6,5% ao ano, uma queda de 0,35 ponto percentual em relação à taxa que está em vigor. Será a menor TJLP desde que a taxa foi criada, em 1994.

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