O prefeito Tuga Angerami (sem partido) comentou ontem, ao participar da solenidade de reinauguração das instalações da base operacional Centro Sul da Polícia Militar (PM), na Praça Portugal, que não tem qualquer inibição para realizar modificações em sua equipe, caso haja necessidade de dar prosseguimento na reforma do secretariado.
Para o prefeito, este processo é contínuo e pode acontecer ao longo de todo o mandato de quatro anos. “Eu recebo essa manifestação de secretários e membros do primeiro escalão no sentido de que todos que detenham cargos em comissão coloquem à disposição como um ato de solidariedade, de apoio e companheirismo de colaboradores importantes do governo”, refletiu, ao comentar sobre a matéria publicada pelo JC anteontem sobre o assunto.
Por outro lado, Angerami afirmou que as mudanças necessárias no secretariado não dependem dessa situação. A disposição de que todos os detentores de cargos de comissão assinem cartas ao prefeito foi defendida por integrantes do primeiro escalão, nesta semana, como o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), José Clemente Rezende, o chefe de Gabinete, Paulo Sérgio Canalli, e outros.
“O ambiente para a disponibilização dos cargos é um ato de participação política junto ao governo, de apoio, mas as alterações na equipe ocorrem sempre que a necessidade pedir ou for preciso, o que é um movimento permanente. Eu não me inibo com cartas para mudar equipe, mas reconheço os gestos solidários dos companheiros. Mas onde precisar trocar, vai trocar”, disse o prefeito sobre o assunto.
Tuga Angerami evitou comentar, entretanto, se isso significa que alguns de seus principais assessores podem ou serão substituídos para a segunda metade de seu mandato. “A reforma administrativa está sempre acontecendo, mas não tem um nome, algo que seja de anunciar. Quando eu passei serviços da Sear para Obras e a Semma, é reforma administrativa. Quando foram fechadas Regionais Administrativas, é reforma”, esquivou-se.
No entanto, nos bastidores do Palácio das Cerejeiras ninguém consegue mais esconder que a Sear deve ser extinta, com seus serviços remanescentes sendo distribuídos por outras pastas. Mas outras modificações também podem estar em curso. Além da criação do Instituto de Planejamento, em substituição ao papel da atual Seplan, a área de agricultura com ligações na mesma área de desenvolvimento também é comentada dentro do governo.