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Vidágua vai plantar 24 mil árvores em área de sem-terra

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Na próxima sexta-feira, o Instituto Ambiental Vidágua completará 12 anos de existência. Mas as comemorações da Organização Não-Governamental (Ong) foram antecipadas para ontem de manhã. O presidente Roberto Pallotta e demais membros mostraram os principais resultados em todos esses anos e os planos para o futuro. Em 2007, a ONG atuará no acampamento Terra Nossa, no Horto Aimorés, na divisa entre Bauru e Pederneiras.

De acordo com o biólogo Ivan de Marchi, coordenador do Vidágua, a primeira parte do projeto deverá ser finalizada até fevereiro de 2007. “Vamos plantar 24 mil mudas de árvores lá. Já fizemos as cercas, correção do solo e adubação. Começamos o trabalho lá em outubro”, explica Marchi. Ao mesmo tempo, os membros do Vidágua ajudam na conscientização da preservação do meio ambiente e o cultivo sem uso de agrotóxico.

Ao longo de sua trajetória, a Ong desenvolveu importantes projetos de educação ambiental, ministrando palestras e oficinas para mais de 30 mil alunos e professores, além de realizar ações de reflorestamento em rios e córregos da região, através do plantio de mata ciliar, e atuar diretamente nas políticas públicas relacionadas ao meio ambiente.

Pallotta ressalta que, desde o início, os membros da Ong preocupam-se com as questões ambientais. “O Vidágua foi idealizado para que a cidade pudesse ter um instituto que corresse atrás da questão ambiental. Há 12 anos, a coisa não era tratada com a seriedade e empenho que é hoje. Era mais como modismo do que necessidade de trabalho”, conta.

Clodoaldo Gazzetta lembra-se de como a Ong começou. “Fizemos uma reunião onde participaram cinco pessoas. De lá, foi fundado o instituto”, conta. Esta reunião foi em uma casa alugada na rua Quintino Bocaiúva. “O nome foi escolhido porque queríamos mesclar água com vida”, lembra-se.

Este ano foi motivo de comemorações para o instituto. Entre as conquistas, o Vidágua foi eleito representante nacional das Ongs no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. Também conquistou o assento de membro suplente do Conselho Nacional do Cerrado (Conacer) vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, que visa a implementação da Política Nacional da Biodiversidade e de Recursos Hídricos para a preservação do bioma cerrado.

No ano que vem, o Vidágua representará a região sudeste na rede cerrado de Ongs. Assumirá a coordenadoria administrativa da rede e vai se encarregar da comunicação entre os membros. Mais informações sobre o instituto pelo site www.vida gua.org.br.

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