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Cumbica: polícias têm que conter tumultos

Folhapress
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São Paulo - Os ânimos exaltados dos passageiros irritados com os atrasos de vôos no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), fizeram com que a Polícia Militar e a Polícia Federal (PF) fossem acionadas várias vezes ontem. Após os tumultos, a PF decidiu reforçar a segurança nos portões de embarque. Os tumultos começaram de madrugada. Por volta das 3h30, passageiros protestaram diante do balcão da TAM usando nariz de palhaço e aos gritos de “não somos palhaços da TAM”.

A PM foi chamada e pelo menos seis soldados ficaram postados atrás do guichê da empresa, para proteger os funcionários. Às 14h, gritando “queremos avião”, um grupo tentou invadir o portão 3 da sala de embarque, mas foi contido por policiais militares e federais. Uma mulher passou mal e foi atendida na própria sala de embarque por médicos do posto de saúde do aeroporto. Alguns passageiros chegaram a se juntar para interromper o funcionamento do guichê da TAM, mas depois desistiram e foram fazer reclamações formais à Anac.

Também à tarde, policiais federais tentaram prender, na sala de embarque, uma mulher que teria desacatado um agente, mas os demais passageiros impediram a prisão. Mais tarde, ela foi levada pelos agentes para a sala da PF. Até as 20h de ontem, ela ainda aguardava para ser ouvida. “Dentro do contexto de atrasos, a situação está normalizada”, disse a delegada da PF Regiane Martinelli, à tarde.

Pelo terceiro dia seguido, o aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, teve ontem cenas de bate-boca entre passageiros e funcionários e filas que avançavam pelas alas. Embora as maiores reclamações fossem em relação aos vôos da TAM, o guichê da Gol também apresentava anteontem uma fila que ultrapassava os cordões de isolamento e se estendia até a frente das lojas, no corredor do saguão principal.

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