Todo o brilho do Natal não é suficiente para alegrar uma pequena parcela da população. Algumas pessoas se sentem deprimidas enquanto a festa rola solta nas ruas e principalmente dentro dos lares.
É o caso do agente cultural Paulo Folcato, 38 anos. Ele afirma que nunca gostou do Natal. Apesar de todo o clima festivo que a data proporciona, ao invés de alegria, ele mergulha em um estado de melancolia. “Isso desde sempre”, revela. “Prefiro comemorar o Ano Novo.”
O mais estranho é que, assim como ele, muitas pessoas não conseguem explicar o motivo de tanta aversão ao Natal. Folcato reconhece que não há nenhum fato que tenha marcado de forma negativa algum dos 38 Natais que ele viveu até hoje.
Nem mesmo quando o ano foi pontuado por grandes conquistas, Folcato não vê motivos para alegria. A tristeza e a depressão são mais fortes do que qualquer outro sentimento. Quando há motivo para comemorar, a champanhe fica reservada para a passagem do Ano Novo.
Embora não goste do Natal, ele nunca deixa de participar das reuniões promovidas pela família com os parentes que vêm de fora. “Mesmo não gostando, eu participo da ceia e do almoço”, diz.
Folcato conta que tem outro amigo que também compartilha do mesmo dissabor pelo Natal. Para piorar, o amigo faz aniversário no dia 25 de dezembro. “Ele simplesmente desaparece nessa data. Você não consegue achá-lo nem para dar os parabéns”, comenta. De fato, o tal amigo não foi localizado pela reportagem. Ele viajou e só deve voltar quando o Natal já for passado.