Além das entidades assistenciais, muitas pessoas comuns se esforçam para alegrar o Natal das pessoas pobres. Jorge Munhoz, o Jorjão, tornou-se uma espécie de Papai Noel das crianças de rua de Bauru. Ele costuma deixar vários brinquedos guardados em seu carro.
“Às vezes, quando estou passando e vejo alguma criança brincando, vou até lá e entrego o presente”, explica. Munhoz faz isso para tentar atender pessoas que não freqüentam entidades assistenciais.
Jorjão teve uma infância pobre e não costumava ganhar brinquedos no Natal. Hoje, ele se orgulha de poder doar cerca de 400 presentes para as crianças carentes todos os anos. Munhoz não é o único em Bauru a ter viver essa experiência.
Quando Divino Ribeiro da Silva era garoto, sua família não costumava comemorar datas como o Natal. Hoje em dia, porém, ele promove uma festa de final de ano para 300 pessoas no Parque das Nações.
Durante o evento (um almoço que costuma ser realizado na véspera do Natal, ele distribui brinquedos às crianças do bairro. “Isso me faz sentir o cara mais realizado do mundo”, afirma a respeito da festa. Silva garante que quando morrer seus filhos, Divainer, 12 anos, e Diego, 9 anos, pretendem continuar promovendo o almoço de Natal.