Regional

Natal no campo dispara locações de propriedades rurais na região

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A crise no transporte aéreo aliada aos altos preços dos imóveis nas praias disparou a procura por locações temporárias regionais. Chácaras, sítios, fazendas e ranchos estão sendo disputados por grupos de amigos e familiares que pretendem se reunir neste Natal e Ano Novo.

As locações temporárias no campo estão praticamente esgotadas por conta das confraternizações de amigos e familiares. Para o locador, a época é oportuna para recuperar os gastos com a propriedade. Para o locatário é a alternativa de reunir um número maior de pessoas num local amplo, sossegado e longe da correria e da rotina diária.

A procura para locações temporárias regionais no período natalino é menor do que a do Réveillon. Para as festas do final do ano há reservas feitas desde julho, o que pode representar economia, avisa a delegada regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Wânia Pôrto.

Para ela, as reservas antecipadas garantem o melhor preço da diária. “Normalmente as pessoas reservam com seis meses de antecedência. Nessa época quase não tem imóveis à disposição e o preço dispara. A demanda é grande porque as famílias querem se reunir com tranqüilidade e privacidade. As famílias recebem parentes que moram fora e precisam de espaço para hospedagem”, explica.

As propriedades que possuem piscina, churrasqueira e quartos para pernoite são as mais requisitadas. “Até as grandes propriedades, que arrendaram as terras para as usinas, estão alugando a sede para festas. Eles adotam essa sistemática para ganhar dinheiro na temporada”, conta Pôrto.

A delegada do Creci frisa que o período natalino, final do ano e carnaval são propícios para que o proprietário recupere gastos com o imóvel rural. “As propriedades rurais dão muitas despesas durante o ano. Nessas épocas, tidas como de temporadas, são uma oportunidade para o dono recuperar os gastos.”

Na hora de fazer a locação temporária rural é preciso ter os mesmos cuidados da locação normal de um imóvel, avisa a delegada regional do Creci. “Fazer a vistoria no imóvel e fazer constar do contrato tudo aquilo que a propriedade contém é importante. Isso evita transtornos posteriores”, ensina.

Embora pareça trabalhoso, é preciso anotar os itens e contar peças pequenas, como talheres, copos, roupa de cama, descrevendo o estado das mesmas. Outra regra que não deve ser esquecida é a leitura da água e luz na entrada e saída do imóvel. “Caso isso conste no contrato de locação”, lembra Pôrto.

____________________

Anúncio

Locar o seu rancho em Arealva não foi tarefa difícil para Antônio Sérgio de Oliveira. Bastou um anúncio no Jornal da Cidade no último domingo e a propriedade estava alugada para o Natal. Para o Ano Novo, a locação foi antecipada.

Há oito anos ele aluga a propriedade com acomodações para 20 pessoas, piscina e churrasqueira, e não se arrepende. “Eu recupero alguns gastos. No Natal aluguei por três dias, num total de R$ 500,00.”

Denise Mendes Gomes resolveu de última hora para alugar sua chácara em Piratininga. “Eu não sabia se ia alugar. Eu moro no local e estava em dúvida se ficaria ou sairia de casa”, explica.

Para ela, também o aluguel de final de ano ajuda nas despesas da propriedade rural. “Há quatro anos que eu não locava, Mas é uma maneira de angariar recursos.” O preço para quatro dias era de R$ 900,00.

As propriedades rurais mais próximas dos centros urbanos são opções para quem quer voltar para casa e dormir em sua ‘cama’. “A chácara fica próximo do Jardim Vânia Maria. Aluguei para o Natal e Ano Novo sem dificuldades”, relata Gomes.

Em Bauru e região são poucas as imobiliárias que trabalham com imóveis para a temporada no campo. Em Iacanga, por exemplo, a imobiliária Águas Claras não faz este tipo de locação. A dificuldade, na opinião da delegada regional Wânia Porto Martelli é manter uma infra-estrutura para controle de entrada e saída e locatários e a conferência dos itens da propriedade.

Comentários

Comentários