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Jovens questionam mais a religião

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Tradicionalmente, os jovens sempre foram encarados como contestadores. O espírito de rebeldia há muito tempo passou a estar intimamente ligado à juventude. Embora de forma bem mais discreta, essa realidade é vivida também dentro das igrejas, que procura por líderes principalmente entre esse público.

Segundo o teólogo João Luís Ferreira das Neves, há algumas décadas a igreja exercia mais poder sobre os jovens. Atualmente, o controle já não é tão intenso. Principalmente quando o jovem vem de uma família que não tem tradição religiosa.

Quando os pais freqüentam alguma igreja e têm o costume de orar e ler a Bíblia, a criança vai se acostumando com esses rituais e passa a incorporá-los em seu dia-a-dia.

Com isso, os questionamentos tendem a ser mais raros, mas continuam existindo. “É claro que uma parte (dessas crianças), quando chega na adolescência vai questionar algumas coisas. É normal”, diz o teólogo. Na opinião de Neves, à medida que as pessoas amadurecem, a relação com a religião fica mais fácil.

Na opinião do padre Claudemir Moreira, a melhor maneira de controlar a “rebeldia” religiosa dos jovens é conversando com eles. “Se não houver diálogo, a tendência é que eles se afastem ainda mais”, afirma. Segundo o padre, o argumento de que “as coisas são assim porque são assim” não funciona. “O jovem tem de perceber que aquilo vai ser algo positivo para vida dele”, comenta.

Como exemplo, o pároco usa a tão discutida questão da castidade. “É preciso mostrar o quanto é importante o namoro sem as relações sexuais. Se conseguirmos mostrar o valor disso, eles vão entender e aceitar”, cita.

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