Cultura

Mesmo aprovado pela Lei Rouanet, Carnaval de Bauru não consegue verba

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

Ontem foi o último dia para a captação de recursos entre os empresários para o desfile das escolas de samba de Bauru no Carnaval 2007, aprovado pela Lei Rouanet. Segundo o secretário municipal de Cultura, José Augusto Ribeiro Vinagre, até então apenas uma empresa manifestou interesse em destinar parte do Imposto de Renda para a festa popular.

Questionado se o apoio de uma única empresa - ainda não confirmado - seria suficiente para a realização do Carnaval, Vinagre se mostrou otimista. “Acho que sim”, limitou-se a dizer. O projeto, contemplado pelo Ministério da Cultura (MinC), está orçado em R$ 2 milhões. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, por ter sido aprovado neste ano, o prazo para a captação de recurso será automaticamente renovado para até o final de 2007. Mas, em virtude do pouco tempo, dificilmente a renovação trará conseqüência direta para o Carnaval do ano que vem.

Na última semana, a empresa responsável pelo envio do projeto do Carnaval ao MinC, a paulistana Pró Cultura Marketing e Evento, não foi encontrada pela reportagem para confirmar as informações do secretário, nem fornecer maiores informações sobre o valor arrecadado até o momento.

Em princípio, a Pró Cultura aproveitaria a vinda a Bauru para a promoção do evento “Acorde para o Meio Ambiente”, realizado na Praça Rui Barbosa no último sábado, para esclarecer aos empresários como eles poderiam contribuir para a festa popular. A alternativa foi posteriormente rejeitada pela presidente da empresa, Jussara Gontow, que preferiu contatar os empresários separadamente.

Segundo ela, vários dirigentes de São Paulo, Bauru e região foram comunicados, mas na Capital, a campanha se mostrou negativa. “Teremos as últimas respostas na sexta-feira (passada), mas os empresários de São Paulo não apoiaram porque entendem que o Carnaval tem que ser patrocinado por empresas locais. A festa agora está nas mãos dos empresários de Bauru”, afirmou Gontow na terça-feira.

De acordo com informações do site do MinC, por meio da Lei Rouanet, pessoas físicas e jurídicas que declaram o Imposto de Renda em formulário completo podem destinar parte do valor devido para a execução de projetos culturais.

Alternativas

Mesmo que o dinheiro arrecadado entre os empresários não seja suficiente para a promoção do desfile das escolas de samba no Carnaval de 2007, o secretário municipal de Cultura, José Augusto Ribeiro Vinagre, não descartou a possibilidade do evento. “Se não der certo pela Lei Rouanet, vamos discutir com os carnavalescos outras alternativas”.

Segundo o secretário, uma reunião entre ele e os membros da Liga das Escolas de Samba e das Entidades Carnavalescas (Lesec) foi marcada para a semana que vem, onde todos vão analisar a melhor saída para o Carnaval. “Não tenho nenhum plano ainda. Quero conversar com a Liga para definir em conjunto o que faremos”, disse Vinagre, que, no ano passado, havia prometido o desfile das escolas para 2007.

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