Esportes

Clubes destruídos dificultam treinos

Folhapress
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Bagdá - Em condições precárias, os abnegados esportistas do Iraque fazem o que podem para poder praticar sua modalidade. Hamza Jaber, do remo, é um exemplo das vicissitudes enfrentadas. “Algumas vezes, treino só meia hora. Começam a cair as bombas, e tenho que ir para casa”, diz ele, que encontrou refúgio na Austrália, outro integrante do “pool” de comitês de ajuda liderados pelo COI.

“É muito perigoso. Certa vez uma bomba passou a 40 metros de onde estava remando. Em outra oportunidade, um colega foi atingido por uma bala no pé durante o treino”, lembra Jaber, que dirige um táxi pelas ruas de Bagdá para se manter. Na Austrália, Jaber crê ter evoluído. “Melhorei mais de 75%, mas a melhor coisa é estar em um local com leis”, resume. Outros esportistas que não tiveram a sorte de serem acolhidos no exterior têm alternativas precárias. É o caso de Dhiyya Hassan, campeão nacional de tiro esportivo. Por medo de bombardeios, ele abandonou seu clube e improvisou um estande em casa para continuar sua preparação.

“Antes da guerra, costumava treinar cinco vezes por semana no clube. Atualmente, treino em minha casa. Mas lá não existe um espaço adequado para a prática do tiro”, comenta ele. O resultado dessa mudança surtiu um efeito negativo para o atirador de pistola de ar durante os Jogos Asiáticos, no Qatar. Hassan ficou em 31º lugar entre os 54 concorrentes.

“Qualquer pessoa em sã consciência que observa a situação do Iraque sabe que é impossível os atletas terem condições mínimas para treinamento. Não há clubes suficientes. Os que foram destruídos ainda não passaram por reconstrução após a guerra”, alerta Imad Nasser, porta-voz do Comitê Olímpico Iraquiano.

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