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TAM admite que 3 mil malas foram extraviadas nos últimos dias no País

Folhapress
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São Paulo - Após registrar inúmeros atrasos nos seus vôos às vésperas do Natal, o maior problema enfrentado ontem pela TAM foi devolver as bagagens dos passageiros que foram extraviadas e agora estão empilhadas nas salas dos 14 principais aeroportos do Brasil. Levantamento feito pela própria companhia aérea revela que até as 20h de anteontem, 3 mil malas continuavam “perdidas” por conta da crise no setor aéreo. Só em Congonhas, na zona sul de SP, havia pelo menos 30 bagagens (que pode ser composta por diversas malas) para serem entregues a seus donos, segundo a TAM.

No Rio, eram outras 200. Uma sala extra da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) em Congonhas teve de ser usada pela TAM para acomodar os pertences excedentes, já que o local que a empresa dispunha para guardá-los estava completamente lotado, segundo disseram funcionários à "Folha de S.Paulo".

Segundo a TAM, além de Congonhas, os aeroportos que concentraram o maior número de extravio de bagagens foram aqueles onde há muitas conexões, como Cumbica, na Grande SP, Santos Dumont e Galeão, no Rio, e em Brasília. A dificuldade da TAM está em identificar e liberar as malas. Segundo informou a assessoria de imprensa da empresa, as malas de muitos passageiros estão etiquetadas em nome de agências de turismo - que venderam aos clientes pacotes de viagens -, o que dificulta saber de quais passageiros elas são.

Como as empresas de viagens estiveram fechadas ontem por conta do feriado do Natal, explica a TAM, o trabalho de identificação ficou comprometido, já que as bagagens estão sendo devolvidas diretamente na residência dos clientes, em transportes terrestres fretados.

A companhia aérea afirmou, porém, que deslocou anteontem para todos os aeroportos com problemas uma força-tarefa formada por equipes especializadas em carga e devolução de malas para resolver a situação. Esse efetivo continuará trabalhando hoje, segundo a TAM.

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