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Construção do trem expresso para Cumbica deve começar em 2007

Folhapress
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Rio - Dos quatro principais projetos de transporte ferroviário de passageiros para o País, apenas dois estão saindo do papel e têm chances de se tornar realidade, avaliam especialistas do setor. O primeiro é o Trem Expresso Aeroporto, que vai ligar o terminal de trem da Barra Funda, em São Paulo, ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O segundo empreendimento é o Expresso Bandeirantes, entre São Paulo e Campinas.

Outros dois planos que contaram com a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda são teoria. Segundo os especialistas, são planos com altos custos, o que os tornam economicamente inviáveis: o trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio e os trens regionais de média densidade, que planejam usar os horários vagos de transporte de cargas para transportar passageiros.

O projeto mais avançado é o trem expresso Aeroporto e o trem Guarulhos. São dois projetos sobrepostos, pois ligam São Paulo a Guarulhos e a Cumbica, com investimento de US$ 572 milhões. Segundo o vice-presidente da Agência de Desenvolvimento de Trens Rápidos entre Municípios (AD-Trem), Gerson Toller, em abril deverá ser conhecido o vencedor do edital de construção da obra. Há 57 empresas interessadas. Entre elas, estão companhias multinacionais interessadas em financiar o projeto.

O trem que pretende unir São Paulo e Campinas, no interior do Estado de São Paulo, conta Toller, já conta com um projeto de Parceria Público Privada (PPP) encaminhado, mas ainda não formalizado. Neste caso, a idéia é fazer um investimento de R$ 2,7 bilhões entre 2007 e 2010, para um trecho de 92,3 quilômetros a ser percorrido em 50 minutos.

O plano de ligar São Paulo ao Rio de Janeiro por ferrovia seria feito por meio de um trem com velocidade de 285 quilômetros por hora. Os 403 quilômetros de distância entre as duas capitais seriam percorridos em 85 minutos. O custo da obra é de US$ 9 bilhões.

A idéia de utilizar horários vagos de trens de cargas para o transporte de passageiros, por sua vez, poderia se transformar em realidade em trechos de até 200 quilômetros, atendendo cidades com mais de 100 mil habitantes.

“São projetos interessantes, mas o País não está preparado para isso. Economicamente não são viáveis”, afirma o diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça.

Toller, da Ad-Trem, tem avaliação parecida. Segundo ele, “esses são dois projetos que não resolvem nada”.

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