Homens e mulheres de pouca fé não praticam o verdadeiro e justo amor cristão. Apenas fantasiam hipócritamente as ações de solidariedade e se tornam insconcientementes o genérico de espinhos que cravaram na cabeça do revolucionário. Das suas falsidades e arrogância, bróta o prego da injustiça social, acompanhado de um farisaísmo enrolado no manto da indiferença.
É necessário cerrar fileiras com o Cristo revolucionário.Aquele mesmo que encheu de chicotadas os falsos profetas que faziam do templo de Jerusalém um verdadeiro mercado de avarezas e lucro fácil.Temos que cultuar o mestre que perdoou o passado relapso de Maria Madalena e que ao ser indagado por um fidalgo o que precisaria fazer para herdar os reinos dos céus, mandou que mesmo desse tudo o que tinha aos pobres.
Temos que nos espelhar no Cristo revolucionário que semeou o amor, o perdão, a disrtibuição de renda, a harmonia e a união de raças e povo. E expulsar de dentro de nós a caterva de demônios materializados na inveja, no preconceito, na hipocrisia, na falsidade, na soberba e na luxuria. Cada criança que morre de fome é um prego a mais nas palmas das mãos do salvador. As meninas dos olhos do Cristo revolucionário sempre foram a imensa massa dos humildes e dos deserdasos e todos que discriminam essa parcela da sociedade dão vinagre com fél para o senhor e não água.
De César podemos dizer que é a ridícula tentativa do comunista Aldo Rebelo e do canalhocrata Renan Calheiros de tentarem dobrar o salário dos parlamentares. De Deus podemos dizer que foi a reação da sociedade que foi decisiva para que o supremo derrubasse esse tipo de escárnio. O Cristo revolucionário ama a todos nós e os animais, mas tal como aconteceu no Monte das Oliveiras, ele fica deprimido quando cachorrinhos de estimação das classes mais abastadas vivem melhor do que a maioria pobre brasileira.
O caminho é dificil e a porta é estreita para aqueles que ajudam os outros com interesse e não com o coração. Nem todos que dizem senhor, senhor, entrarão no céu. E muito menos aqueles que antes de fazer o suposto bem chamam a imprensa para dar publicidade. Repetem o gesto esquálido das virgens loucas que não guardaram o azeite para recepcionarem o Cristo revolucionário. Os ladrões de gravata e os pequenos trombadinhas achincalham os mandamentos do mestre. E cheira enxofre um meio social aonde o bom ladrão é aquele que rouba mas faz.
Nas mesas fartas destes dias, não devemos esquecer a simplicidade e o amor. E que as migalhas que cairem no chão sirvam de alérta para nós não esquecermos dos milhares de Jó, que padecem no nosso meio. Se Jesus viesse na terra hoje, antes de ser condenado a torrar na cadeira elétrica com certeza estaria pregando em nossas favelas ou nos grotões da África Subsariana. E entraria nos poderes constiutidos aqui no Brasil e encheria de pontapés e chicotadas aqueles que praticaram a iniquidade com o erário público. No mais, um próspero ano novo para todos. E para meus inimigos apenas desejo que se cumpram nas vidas deles o salmo 109.
Pedro Valentim